{"id":40465,"date":"2026-07-18T12:09:35","date_gmt":"2026-07-18T15:09:35","guid":{"rendered":"https:\/\/ubajaranoticias.com.br\/index.php\/2026\/07\/18\/luta-contra-o-racismo-marca-a-12a-marcha-das-mulheres-negras-no-rio\/"},"modified":"2026-07-18T12:09:35","modified_gmt":"2026-07-18T15:09:35","slug":"luta-contra-o-racismo-marca-a-12a-marcha-das-mulheres-negras-no-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ubajaranoticias.com.br\/index.php\/2026\/07\/18\/luta-contra-o-racismo-marca-a-12a-marcha-das-mulheres-negras-no-rio\/","title":{"rendered":"Luta contra o racismo marca a 12\u00aa Marcha das Mulheres Negras no Rio"},"content":{"rendered":"<p> Por MRNews<br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><strong>A luta contra o racismo, pela democracia e pela repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica volta a ocupar a orla de Copacabana na 12\u00aa Marcha das Mulheres Negras do Estado do Rio de Janeiro, marcada para o pr\u00f3ximo 26 de julho, com concentra\u00e7\u00e3o a partir das 10h, no posto 2, em Copacabana. <\/strong>Com o tema \u201cEm defesa da democracia, contra o racismo, pela repara\u00e7\u00e3o e bem viver\u201d, a mobiliza\u00e7\u00e3o integra a programa\u00e7\u00e3o do Julho das Pretas e re\u00fane mulheres negras de diferentes munic\u00edpios fluminenses em um dos maiores atos pol\u00edticos do movimento negro no estado.<\/p>\n<p><strong>Antes da caminhada, a organiza\u00e7\u00e3o promove, no pr\u00f3ximo domingo (19), a tradicional Oficina de Pirulitos, no Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN), no Centro do Rio.<\/strong> O encontro \u00e9 dedicado \u00e0 confec\u00e7\u00e3o dos cartazes que ser\u00e3o levados durante a marcha, mas tamb\u00e9m funciona como um espa\u00e7o de forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, integra\u00e7\u00e3o e fortalecimento das participantes. A programa\u00e7\u00e3o inclui ainda um churrasco colaborativo, constru\u00eddo de forma coletiva pelas pr\u00f3prias mulheres.<\/p>\n<p>Segundo a \u00a0coordenadora da 12\u00aa Marcha das Mulheres Negras-RJ, Clatia Vieira, a oficina simboliza a forma como todo o movimento \u00e9 organizado.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/07\/18\/com-novas-regras-do-bc-registros-de-fraudes-financeiras-crescem-10\/\">Com novas regras do BC, registros de fraudes financeiras crescem 10%<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/07\/18\/os-6-melhores-sites-para-encontrar-passagens-aereas-baratas-em-2026\/\">Os 6 Melhores Sites para Encontrar Passagens A\u00e9reas Baratas em 2026<\/a><\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA constru\u00e7\u00e3o dos pirulitos tamb\u00e9m \u00e9 um ato pol\u00edtico. \u00c9 nesse momento que as mulheres se encontram, debatem as pautas da marcha e fortalecem essa rede de solidariedade. Quem pode leva sua contribui\u00e7\u00e3o para o churrasco, quem n\u00e3o pode participa da mesma forma. A gente pensa para que nenhuma mulher fique de fora.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Embora esteja em sua 12\u00aa edi\u00e7\u00e3o, a hist\u00f3ria da Marcha das Mulheres Negras come\u00e7ou a ser constru\u00edda ainda em 2011, quando organiza\u00e7\u00f5es de mulheres negras de todo o pa\u00eds lan\u00e7aram a proposta de realizar uma grande marcha nacional.<strong> Depois de quatro anos de articula\u00e7\u00e3o, a iniciativa ganhou as ruas de Bras\u00edlia, em 2015, reunindo cerca de 100 mil mulheres.<\/strong><\/p>\n<p>No mesmo ano, o Rio de Janeiro realizou sua primeira marcha estadual, que passou a acontecer anualmente como parte da mobiliza\u00e7\u00e3o permanente do F\u00f3rum Estadual de Mulheres Negras. Desde ent\u00e3o, o movimento n\u00e3o parou de crescer. Mesmo durante a pandemia de covid-19, quando duas edi\u00e7\u00f5es ocorreram de forma virtual, a articula\u00e7\u00e3o foi mantida.<\/p>\n<p>\u201cEstamos na 12\u00aa marcha. Tivemos duas edi\u00e7\u00f5es <em>online<\/em> por causa da pandemia, mas estamos h\u00e1 dez anos ocupando as ruas desde 2015. A marcha nunca deixou de existir porque o racismo tamb\u00e9m nunca deixou de existir\u201d, afirma Clatia Vieira.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/07\/18\/grande-sertao-veredas-faz-70-anos-e-permanece-instigante\/\">Grande Sert\u00e3o: Veredas faz 70 anos e permanece instigante<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/07\/18\/radio-nacional-transmite-ao-vivo-df-instrumental-fest-neste-sabado\/\">R\u00e1dio Nacional transmite ao vivo DF Instrumental Fest neste s\u00e1bado<\/a><\/strong><\/p>\n<p>A coordenadora lembra que, no ano passado, al\u00e9m da organiza\u00e7\u00e3o da marcha estadual, o movimento tamb\u00e9m participou da constru\u00e7\u00e3o da 2\u00aa Marcha Nacional das Mulheres Negras, realizada em Bras\u00edlia, ampliando ainda mais a articula\u00e7\u00e3o entre os estados. Ao longo dos \u00faltimos anos, a marcha consolidou uma ampla rede de mobiliza\u00e7\u00e3o em todo o territ\u00f3rio fluminense.<\/p>\n<p>Segundo Rose Cipriano, integrante da coordena\u00e7\u00e3o, mulheres de dezenas de munic\u00edpios organizam caravanas para participar da caminhada.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<h6 class=\"meta\"><!--copyright=469277-->Rose Cirpiano, lideran\u00e7a negra, fala durante encontro com lideran\u00e7as do movimento negro que organizam a Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro <strong>Foto:<\/strong>\u00a0<strong>T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=469277--><\/h6>\n<\/div>\n<blockquote>\n<p>\u201cN\u00f3s estamos mobilizando mulheres de S\u00e3o Francisco de Itabapoana, Cantagalo, Niter\u00f3i, Baixada Fluminense e de diversas regi\u00f5es do estado. A expectativa \u00e9 reunir entre 10 e 15 mil mulheres em Copacabana.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Mais do que participar de um ato p\u00fablico, a proposta \u00e9 que essas mulheres retornem aos seus munic\u00edpios fortalecidas para criar <em>f\u00f3runs<\/em> locais, ampliar o di\u00e1logo sobre racismo e pressionar o poder p\u00fablico por pol\u00edticas voltadas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o negra.<\/p>\n<p>A escolha de Copacabana para sediar a marcha tamb\u00e9m carrega um significado pol\u00edtico. Rose Cipriano explica que o bairro representa um espa\u00e7o historicamente marcado por desigualdades raciais e sociais.<\/p>\n<p>\u201cMuitas mulheres negras trabalham em Copacabana como empregadas dom\u00e9sticas e assistem \u00e0 marcha das janelas dos pr\u00e9dios onde trabalham. Marchar ali \u00e9 disputar esse territ\u00f3rio e mostrar que ele tamb\u00e9m pertence \u00e0 popula\u00e7\u00e3o negra.\u201d<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<h6 class=\"meta\"><!--copyright=469280-->Clatia Vieira fala durante encontro com lideran\u00e7as do movimento negro que organizam a Marcha das Mulheres Negras\u00a0RJ, <strong>Foto\/ T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=469280--><\/h6>\n<\/div>\n<p>Clatia Vieira refor\u00e7a que ocupar a Zona Sul \u00e9 uma forma de denunciar o racismo estrutural presente na organiza\u00e7\u00e3o da cidade: \u201c\u00c9 nessa Copacabana opressora que a gente precisa dizer o que acontece com as mulheres negras. \u00c9 um territ\u00f3rio de disputa e de den\u00fancia.\u201d<\/p>\n<h2>Marcha \u00e9 um ato contra o racismo<\/h2>\n<p>Ao longo de sua trajet\u00f3ria, a Marcha das Mulheres Negras tornou-se um dos principais espa\u00e7os de articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do movimento negro feminino no estado. Para Clatia Vieira, a mobiliza\u00e7\u00e3o nasceu para enfrentar o racismo estrutural e denunciar as desigualdades vividas diariamente pelas mulheres negras.<\/p>\n<p>\u201cA Marcha \u00e9, antes de tudo, um ato pol\u00edtico de den\u00fancia ao racismo. A gente denuncia como as mulheres negras vivem, como s\u00e3o submetidas \u00e0s desigualdades e como o racismo estrutural coloca essas mulheres em situa\u00e7\u00e3o de aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas. Quando falamos de repara\u00e7\u00e3o, estamos falando de dividir poder, garantir que as mulheres negras ocupem os espa\u00e7os de decis\u00e3o e sejam ouvidas\u201d.<\/p>\n<p>E ainda \u201ctamb\u00e9m estamos falando da defesa da democracia, do enfrentamento ao racismo, do fim da escala 6\u00d71, da defesa da PEC da Repara\u00e7\u00e3o, da luta contra a redu\u00e7\u00e3o da maioridade penal, do direito \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, ao trabalho digno e \u00e0 vida. S\u00e3o pautas constru\u00eddas pelas pr\u00f3prias mulheres negras e que expressam a realidade de quem sente diariamente os efeitos do racismo.\u201d<\/p>\n<p>Ela destaca que a marcha tamb\u00e9m se diferencia por ser constru\u00edda horizontalmente. <strong>\u201cA Marcha das Mulheres Negras n\u00e3o tem dona. Ela \u00e9 pensada por mulheres negras, para mulheres negras e com mulheres negras. Todas t\u00eam direito \u00e0 fala. Quando chegamos \u00e0 marcha, ningu\u00e9m vai apenas bater palma. Cada mulher leva sua voz, sua experi\u00eancia e sua luta.\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Embora seja um ato pol\u00edtico, a marcha tamb\u00e9m incorpora manifesta\u00e7\u00f5es culturais que fazem parte da hist\u00f3ria da popula\u00e7\u00e3o negra. Durante a concentra\u00e7\u00e3o e ao longo do percurso, haver\u00e1 apresenta\u00e7\u00f5es de jongo \u2013 tamb\u00e9m chamado de caxambu \u2013\u00a0dan\u00e7a e ritmo afro-brasileiro, samba, feira de artes\u00e3s, atividades para crian\u00e7as e manifesta\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0s religi\u00f5es de matriz africana.<\/p>\n<p>Segundo Clatia , esses elementos representam a ancestralidade que sustenta o movimento. <strong>\u201cAto de gente preta \u00e9 ato de aquilombamento. Tem jongo, tem samba, tem ancestralidade, tem cultura. A nossa hist\u00f3ria vem da \u00c1frica e essa mem\u00f3ria faz parte da nossa resist\u00eancia.\u201d<\/strong><\/p>\n<p>A coordenadora tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia da imprensa na divulga\u00e7\u00e3o das pautas do movimento. Para ela, ampliar a visibilidade da marcha significa enfrentar a invisibilidade hist\u00f3rica das mulheres negras.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 muito importante contar com os meios de comunica\u00e7\u00e3o. A gente liga a televis\u00e3o e quase nunca v\u00ea as nossas hist\u00f3rias ou as nossas pautas. A marcha n\u00e3o \u00e9 apenas um encontro. Ela denuncia o racismo, fortalece a organiza\u00e7\u00e3o das mulheres negras e mostra que seguimos lutando por respeito, igualdade e pelo direito de viver com dignidade.\u201d<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por MRNews A luta contra o racismo, pela democracia e pela repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica volta a ocupar a orla de Copacabana na 12\u00aa Marcha das Mulheres Negras do Estado do Rio de Janeiro, marcada para o pr\u00f3ximo 26 de julho, com concentra\u00e7\u00e3o a partir das 10h, no posto 2, em Copacabana. 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