{"id":38549,"date":"2026-05-20T09:41:17","date_gmt":"2026-05-20T12:41:17","guid":{"rendered":"https:\/\/ubajaranoticias.com.br\/index.php\/2026\/05\/20\/nove-em-cada-dez-moradores-de-comunidade-reprovam-operacoes-violentas\/"},"modified":"2026-05-20T09:41:17","modified_gmt":"2026-05-20T12:41:17","slug":"nove-em-cada-dez-moradores-de-comunidade-reprovam-operacoes-violentas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ubajaranoticias.com.br\/index.php\/2026\/05\/20\/nove-em-cada-dez-moradores-de-comunidade-reprovam-operacoes-violentas\/","title":{"rendered":"Nove em cada dez moradores de comunidade reprovam opera\u00e7\u00f5es violentas"},"content":{"rendered":"<p> Por MRNews<br \/>\n<\/p>\n<div wp_automatic_readability=\"295.41487750557\">\n<p><strong>Nove em cada dez moradores de comunidades do Rio reprovam opera\u00e7\u00f5es policiais com confronto armado, nos moldes das que v\u00eam sendo realizadas nos \u00faltimos anos, na capital fluminense.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Os dados s\u00e3o de uma pesquisa in\u00e9dita realizada por seis organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, que ouviu moradores de quatro comunidades sobre essas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O levantamento <em>Por que moradores de favelas aprovam ou reprovam opera\u00e7\u00f5es policiais com confronto armado?<\/em> foi divulgado nesta quarta-feira (20).<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/05\/20\/caixa-paga-bolsa-familia-a-beneficiarios-com-nis-de-final-3-7\/\">Caixa paga Bolsa Fam\u00edlia a benefici\u00e1rios com NIS de final 3<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/05\/20\/novo-bloqueio-judicial-automatico-de-contas-exige-atencao-de-devedores\/\">Novo bloqueio judicial autom\u00e1tico de contas exige aten\u00e7\u00e3o de devedores<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Foram entrevistados presencialmente 4.080 moradores do Complexo do Alem\u00e3o, Complexo da Penha e da Mar\u00e9, na zona norte do Rio de Janeiro, al\u00e9m da Rocinha, na zona sul, entre os dias 13 e 31 de janeiro deste ano, distribu\u00eddos de forma igualit\u00e1ria: 1.020 entrevistados em cada uma das comunidades. O estudo foi coordenado pela diretora fundadora da Redes da Mar\u00e9, Eliana Sousa Silva.<\/p>\n<p>O confronto b\u00e9lico que vem se estabelecendo ao longo do tempo motivou a realiza\u00e7\u00e3o desse estudo.\u00a0Somente na Mar\u00e9, entre 2023 e 2025, ocorreu um total de 92 opera\u00e7\u00f5es policiais com confronto, mortes e pessoas feridas.<\/p>\n<p>Segundo Eliana Silva, \u201cn\u00e3o se pode pensar que o morador que reside ali, que precisa sair todos os dias para trabalhar, levar o filho na escola, que ele aprova esse tipo de opera\u00e7\u00e3o simplesmente, sem entender e contextualizar. Nos preocupa que essa ideia seja generalizada dessa maneira\u201d, exp\u00f4s \u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n<h2>Brutalidade<\/h2>\n<p><strong>Os resultados mostram que 73% dos moradores dos complexos do Alem\u00e3o e da Penha, da Mar\u00e9 e da Rocinha n\u00e3o concordam com o atual tipo de opera\u00e7\u00e3o policial, enquanto 25% disseram concordar e 2% n\u00e3o responderam.<\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/05\/20\/novo-programa-de-ia-para-servico-publico-inclui-seguranca-e-educacao\/\">Novo programa de IA para servi\u00e7o p\u00fablico inclui seguran\u00e7a e educa\u00e7\u00e3o<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/05\/20\/bolsa-atinge-menor-nivel-desde-janeiro-com-exterior-e-tensao-politica\/\">Bolsa atinge menor n\u00edvel desde janeiro com exterior e tens\u00e3o pol\u00edtica<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Quando questionados se as opera\u00e7\u00f5es devem ser realizadas seguindo o modelo atual, 92% reprovaram, 68% disseram que as opera\u00e7\u00f5es precisam ser realizadas de outra forma e, para 24%, n\u00e3o deveriam ser realizadas opera\u00e7\u00f5es policiais em favelas.<\/p>\n<p><strong>Mesmo entre os que concordam com as opera\u00e7\u00f5es, apenas 20% defendem o modelo atual.<\/strong> Eliana ressaltou a necessidade de se entender o processo para al\u00e9m do modo como esse tipo de interven\u00e7\u00e3o foi sendo considerada, historicamente, como a \u00fanica forma atua\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia nas favelas.<\/p>\n<p>Eliana destacou que para boa parte da popula\u00e7\u00e3o, os moradores de favelas s\u00e3o representados de forma muito negativa. Isso acaba levando \u00e0 cren\u00e7a de que o confronto armado \u00e9 a melhor forma de se enfrentar o crime nessas regi\u00f5es. No entanto, os efeitos dessas opera\u00e7\u00f5es na vida cotidiana dos moradores n\u00e3o \u00e9 considerado.\u00a0<\/p>\n<p>Para 91% dos moradores h\u00e1 excessos e ilegalidades por parte da pol\u00edcia nessas opera\u00e7\u00f5es. A percep\u00e7\u00e3o \u00e9 compartilhada por 85% daqueles que apoiam as opera\u00e7\u00f5es. <strong>Para 90% dos entrevistados, os excessos s\u00e3o inaceit\u00e1veis. Dentre os que discordam das opera\u00e7\u00f5es, 95% repudiam a brutalidade. <\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 entre os que concordam com opera\u00e7\u00f5es nas favelas, 74% condenam os excessos policiais: \u201cOu seja, concordar com as opera\u00e7\u00f5es n\u00e3o significa aceitar viol\u00eancia\u201d, indica a pesquisa.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1, segundo Eliana Silva, uma solu\u00e7\u00e3o para o enfrentamento ao crime organizado se n\u00e3o se pensar a cidade de uma maneira mais ampliada e coletiva.<\/p>\n<p>\u201cEla est\u00e1 focalizada. O problema s\u00e3o as favelas. E os pr\u00f3prios moradores acabam influenciados por essa vis\u00e3o que \u00e9 passada tamb\u00e9m pela m\u00eddia\u201d, apontou.<\/p>\n<p>No entanto, quando questionados sobre os abusos policiais e as viola\u00e7\u00f5es de direitos, a maioria dir\u00e1 que n\u00e3o concorda.<br \/>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<h6 class=\"meta\">Sepultamento de v\u00edtima da Opera\u00e7\u00e3o Conten\u00e7\u00e3o \u2013 a mais violenta e letal da capital fluminense, que deixou mais de 120 mortos\u00a0 \u2013 <strong>Jo\u00e9dson Alves\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=442674--><\/h6>\n<\/div>\n<h2>Direitos<\/h2>\n<p>O objetivo do levantamento, segundo os realizadores, \u00e9 pensar como esse trabalho de combate ao crime vem afetando os moradores das comunidades que, muitas vezes, ficam sem condi\u00e7\u00f5es de sair para o trabalho ou para a escola.\u00a0<\/p>\n<p>Desde 2016, as organiza\u00e7\u00f5es de base comunit\u00e1ria que atuam diretamente nos territ\u00f3rios pesquisados v\u00eam tentando identificar a forma como esses confrontos impactam essas comunidades e produzir conhecimento em torno dessa quest\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA gente v\u00ea uma escalada em rela\u00e7\u00e3o a esses enfrentamentos, \u00e0 maneira como a viol\u00eancia vem acontecendo e, tamb\u00e9m, \u00e0 naturaliza\u00e7\u00e3o disso\u201d, comentou Eliana Silva.<\/p>\n<p>A coordenadora do estudo cita o impacto na educa\u00e7\u00e3o. Com 140 mil habitantes, o Complexo da Mar\u00e9, por exemplo, consolidou um conjunto de escolas municipais para atender a comunidade.<\/p>\n<blockquote wp_automatic_readability=\"8\">\n<p>\u201cEssas escolas existem, mas n\u00e3o funcionam dentro da qualidade que precisam porque fecham e ficam 30 dias sem aulas, 40 dias sem aulas\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Para Eliana Silva, a pesquisa quer mostrar que o morador dessas comunidades precisa ser preservado como um sujeito que tem o direito \u00e0 cidade.<\/p>\n<p>A restri\u00e7\u00e3o de circula\u00e7\u00e3o aparece como o mais recorrente impacto das opera\u00e7\u00f5es policiais na vida dos moradores, apontado por 51% dos que discordam das opera\u00e7\u00f5es e por 41,5% entre os que concordam.<\/p>\n<p>Em seguida, aparece a invas\u00e3o ou viola\u00e7\u00e3o de domic\u00edlio, estabelecimento comercial ou ve\u00edculo, citado por 37,5% entre os que discordam e 22,9% entre os que concordam com as opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Tiroteios recorrentes e balas perdidas foram apontados por 30,5% dos que discordam e por 20,7% dos moradores que disseram concordar com essas interven\u00e7\u00f5es policiais.<\/p>\n<h2>Ano eleitoral<\/h2>\n<p>Somente em 2025, a letalidade na Mar\u00e9 aumentou 58% em rela\u00e7\u00e3o a 2024. Eliana Sousa Silva defende que \u00e9 preciso pensar em maneiras alternativas de combate ao crime nas favelas sem o emprego de mais armas e mais fuzis.<\/p>\n<p>Eliana Silva citou o direcionamento de emendas parlamentares para compra de fuzis, por exemplo, para a pol\u00edcia do Rio de Janeiro.<\/p>\n<blockquote wp_automatic_readability=\"8\">\n<p>\u201c\u00c9 muito question\u00e1vel quando a gente v\u00ea que o dinheiro p\u00fablico, que deveria ser direcionado para aumentar a capacidade e o acesso das pessoas a pol\u00edticas p\u00fablicas est\u00e1 sendo destinado \u00e0 compra de mais armas para a pol\u00edcia\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Na opera\u00e7\u00e3o mais letal que a capital fluminense registrou \u2013 nos complexos do Alem\u00e3o e da Penha, em outubro do ano passado, com 122 mortos \u2013, ficou claro que o morador de favela n\u00e3o corrobora e nem concorda com esse tipo de confronto, assegurou a diretora fundadora da Redes da Mar\u00e9.<\/p>\n<p>\u201dEu acho que todos n\u00f3s, que temos origem na favela, ficamos muito incomodados com esse processo\u201d.<\/p>\n<p>Perguntados se opera\u00e7\u00f5es semelhantes devem se repetir 85% dos moradores disseram que n\u00e3o, 7% responderam que \u00e0s vezes e 7% afirmaram que sim.<\/p>\n<p>Para Eliana Silva, neste ano eleitoral, a quest\u00e3o da seguran\u00e7a p\u00fablica deve ter bastante repercuss\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cPorque n\u00f3s temos candidatos que j\u00e1 pensam que a quest\u00e3o da seguran\u00e7a p\u00fablica \u00e9 entrar nas favelas querendo destruir l\u00e1 o traficante ou a mil\u00edcia, mas eles n\u00e3o querem saber do morador. E \u00e9 exatamente isso que tem que ser trabalhado\u201d.<\/p>\n<p>Ela defende a import\u00e2ncia de o eleitor conhecer os projetos dos candidatos no que se refere \u00e0 viol\u00eancia e ao enfrentamento ao crime organizado e desconfiar do que est\u00e1 sendo prometido.<\/p>\n<h2>Racismo<\/h2>\n<p>Eliana Silva destaca que embora as pol\u00edticas p\u00fablicas e os recursos p\u00fablicos devessem ser distribu\u00eddos entre toda a popula\u00e7\u00e3o de forma ison\u00f4mica, n\u00e3o \u00e9 isso que ocorre. Com isso, o que se observa \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o de subalternidade de alguns cidad\u00e3os, como os moradores de favela, que t\u00eam seu principal direito \u2013 o direito \u00e0 vida \u2013 amea\u00e7ado durante opera\u00e7\u00f5es com confronto b\u00e9lico.<\/p>\n<p>\u201cNo caso dos moradores de favela, das pessoas empobrecidas, h\u00e1 claramente um projeto de enfrentamento que gera, em muitos casos, processos genocidas, processos de chacina. Ent\u00e3o, a gente chama aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m para isso, porque est\u00e1 lutando muito pelo direito \u00e0 vida\u201d.<\/p>\n<p>Observando o recorte racial dos entrevistados, percebe-se que a discord\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s opera\u00e7\u00f5es policiais alcan\u00e7a 81% entre as pessoas pretas, embora seja majorit\u00e1ria entre todos os grupos raciais. J\u00e1 a concord\u00e2ncia com esses opera\u00e7\u00f5es teve o maior percentual (30%) registrado entre as pessoas brancas.<\/p>\n<p>O estudo revela tamb\u00e9m que a percep\u00e7\u00e3o de racismo nas opera\u00e7\u00f5es policiais \u00e9 majorit\u00e1ria. Questionados se h\u00e1 racismo no modo como as opera\u00e7\u00f5es s\u00e3o planejadas e realizadas nas favelas, 61% disseram que sim, 13% \u00e0s vezes e 25% que n\u00e3o.<\/p>\n<p>Os mais jovens s\u00e3o os que mais discordam das opera\u00e7\u00f5es policiais nas favelas. Entre aqueles de 18 a 29 anos, atinge 79% s\u00e3o contra. De acordo com o estudo, esse n\u00famero pode estar relacionado \u00e0 maior exposi\u00e7\u00e3o (direta ou indireta) \u00e0s din\u00e2micas da viol\u00eancia motivadas pelas opera\u00e7\u00f5es policiais.<\/p>\n<p>\u201cSeja porque s\u00e3o eles que est\u00e3o nos espa\u00e7os p\u00fablicos no momento em que a pol\u00edcia entra, seja porque s\u00e3o alvos de processos de criminaliza\u00e7\u00e3o, ou ainda pela proximidade com outros jovens \u2013 faixa et\u00e1ria que concentra a maioria das v\u00edtimas nesses casos\u201d, cita a pesquisa.<\/p>\n<h2>Medo<\/h2>\n<p>O medo da pol\u00edcia tamb\u00e9m foi abordado no levantamento.\u00a0\u201cEu lembro quando o blindado come\u00e7ou a ser utilizado como a \u00fanica forma de ficar na favela e ele foi chamado de caveir\u00e3o. A gente fez muitas conversas com as crian\u00e7as sobre isso e o pr\u00f3prio nome quer passar um sentimento de medo\u201d, recorda Eliana.<\/p>\n<p>No total, 78% dos moradores das quatro favelas declararam sentir pouco ou bastante medo da pol\u00edcia nas opera\u00e7\u00f5es, alcan\u00e7ando 85% entre aqueles que s\u00e3o contr\u00e1rios \u00e0s opera\u00e7\u00f5es e 59% entre os favor\u00e1veis.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma evidente invers\u00e3o na percep\u00e7\u00e3o do papel do Estado na prote\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o, que se repete quando os moradores s\u00e3o questionados sobre indigna\u00e7\u00e3o ou revolta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s opera\u00e7\u00f5es: 50% dos entrevistados disseram sentir bastante indigna\u00e7\u00e3o, 25% um pouco e 24% afirmaram n\u00e3o sentir indigna\u00e7\u00e3o ou revolta.<\/p>\n<p>Entre os que concordam com as opera\u00e7\u00f5es, 61% afirmaram sentir indigna\u00e7\u00e3o ou revolta em rela\u00e7\u00e3o aos grupos armados. Chama a aten\u00e7\u00e3o, entretanto, que nesse mesmo grupo, o medo das for\u00e7as policiais (59%) supere o medo dos grupos armados (53%).<\/p>\n<p><strong>Isso evidencia que, mesmo entre quem apoia as opera\u00e7\u00f5es, a pol\u00edcia \u00e9 vista como fonte de medo mais frequente do que os pr\u00f3prios grupos armados que as opera\u00e7\u00f5es visam combater.<\/strong> O que se deduz disso \u00e9 que os moradores de favelas convivem com duas formas de viol\u00eancia: dos policiais e dos criminosos.<\/p>\n<h2>Entidades<\/h2>\n<p>A pesquisa foi feita pela organiza\u00e7\u00f5es Fala Ro\u00e7a (Rocinha), Frente Penha, Instituto Papo Reto (Alem\u00e3o), Instituto Ra\u00edzes em Movimento (Alem\u00e3o), Redes da Mar\u00e9 e A Rocinha Resiste, que t\u00eam atua\u00e7\u00e3o direta nos territ\u00f3rios pesquisados.<\/p>\n<p>O estudo teve apoio da C\u00e1tedra Patr\u00edcia Acioli da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Centro de Estudos de Seguran\u00e7a e Cidadania (CESeC), Funda\u00e7\u00e3o Tide Set\u00fabal, Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (Geni) da Universidade Federal Fluminense (UFF), Instituto Fogo Cruzado, Laborat\u00f3rio de An\u00e1lise da Viol\u00eancia, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Open Society Foundations.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por MRNews Nove em cada dez moradores de comunidades do Rio reprovam opera\u00e7\u00f5es policiais com confronto armado, nos moldes das que v\u00eam sendo realizadas nos \u00faltimos anos, na capital fluminense.\u00a0 Os dados s\u00e3o de uma pesquisa in\u00e9dita realizada por seis organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, que ouviu moradores de quatro comunidades sobre essas opera\u00e7\u00f5es. 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