Serviço de Vacinação do CIDH aplicou 22.479 doses de vacinas desde novembro de 2024
As vacinas são uma estratégia importante na prevenção de doenças, especialmente em suas formas graves, que levam a complicações e internações em hospitais. No marco do Dia Nacional da Imunização, celebrado no dia 9 de junho, o Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão (CIDH), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), chama a atenção para a importância de pessoas com diabetes manterem os cartões de vacina atualizados. Ação educativa nos corredores marcou a data.
Tereza de Medeiros é acompanhada desde 2025 no CIDH e convive com diabetes mellitus tipo 2 há mais de onze anos. Ela aproveitou a consulta no CIDH para atualizar o calendário vacinal contra influenza. Tereza já tomou a vacina pneumocócica no CIDH e aposta na prevenção, principalmente depois que sua mãe, de 94 anos, teve pneumonia em mais de uma ocasião. Ela defende mais esclarecimentos contra a desinformação relacionada às vacinas. “Vacinar é sempre prevenir. Quando a gente não adoece, garante longevidade”, aponta Tereza.
Pessoas com diabetes devem tomar vacinas especiais e manter o calendário básico atualizado, porque a doença afeta o sistema imunológico e a circulação, deixando o organismo mais suscetível a infecções graves. A imunização é uma forma de proteção.
Tereza de Medeiros tem diabetes tipo 2 e já tomou a Pneumo 23 no CIDH
Na manhã desta terça (9), uma blitz educativa nos corredores do CIDH buscou sensibilizar pacientes e acompanhantes sobre a importância de manter o cartão de vacinas atualizado e em mãos no momento da consulta.
A brincadeira envolvia o pagamento de uma “multa”, como cantar uma música
Deysen Girão, enfermeira responsável técnica pela Sala de Vacinação do CIDH, explica que a orientação sobre a importância das vacinas é constante nos atendimentos, seja para o calendário normal das faixas etárias (crianças, adolescentes e adultos), seja para o acesso a imunizantes especiais. “O nosso paciente, por conviver com diabetes, tem o direito à vacina pneumocócica, além de um calendário especial, como a vacina da covid”, detalha Deysen.
A enfermeira cita uma dúvida comum que pode levar à hesitação na hora de tomar a vacina. “Muita gente adia a vacinação com sintomas gripais leves, mas não há problema nenhum nesse caso”, indica a enfermeira do CIDH. Ela lembra que a restrição no caso das síndromes gripais diz respeito a tomar vacina no intervalo de 48h da fase aguda de doenças febris. No caso da vacina pneumocócica, Deysen explica que podem tomar a vacina pessoas com diabetes que tiveram ou não ocorrência de pneumonia previamente.
O agricultor licenciado Vanderley Araújo, 48, tem diabetes tipo 2 e participou da atividade educativa na manhã desta terça (9). Ele conta ter ficado satisfeito por ter acesso a mais informações sobre vacinas. “Quando eu cheguei ali, eu olhei a folha da minha carteira e faltou uma vacina da covid. Faltava só essa, mas todo o resto estava em dia. Tudo em dia”, enfatiza o agricultor, morador de Acaraú, na região norte do Ceará.
Pessoas atendidas no CIDH receberam informações sobre a importância das vacinas
Acesso a vacinas
A pessoa com diagnóstico de diabetes atendida na atenção primária deve solicitar nos postos de saúde a prescrição das vacinas especiais, incluindo a vacina pneumocócica, que são administradas nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (Crie).
Os Crie atendem pacientes com necessidades especiais de imunização, como aqueles com doenças crônicas, como diabetes, ou imunossuprimidos. Na Rede Sesa, existem equipamentos desse tipo em funcionamento nos seguintes hospitais: Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Hospital Regional Norte (HRN) e Hospital Regional do Cariri (HRC).
A pessoa com diagnóstico de diabetes atendida na atenção especializada (policlínicas e CIDH) pode ter acesso às vacinas especiais no próprio CIDH (Rua Silva Paulet, 2406, Dionísio Torres, Fortaleza), mediante prescrição e relatório médicos. Desde novembro de 2024, o CIDH mantém um Centro Especializado de Vacinação para Pessoas com Diabetes, que funciona de segunda a sexta, das 7h30 às 15h30, mediante distribuição de senhas.
Além da vacina pneumocócica, são ofertadas as seguintes vacinas especiais no CIDH: hepatite A – adulto, hexavalente e HIB (Haemophilus Influenzae). Desde a inauguração do Centro Especializado, já foram administradas 22.479 doses de vacinas, das quais 4.755 doses são de vacinas especiais.
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