“O que me levou à Assistência Social foi justamente esse olhar diferenciado para as pessoas que mais necessitam. É uma profissão apaixonante”. A frase, da assistente social do programa Ceará TEAcolhe, Cinara Abreu, perpassa a trajetória de muitas das 150 assistentes sociais que hoje integram a Secretaria da Proteção Social (SPS). As profissionais foram homenageadas pela Pasta nesta sexta-feira (15), Dia da Assistente Social, em um café da manhã marcado por música, histórias e reconhecimento.
O encontro aconteceu no refeitório do Sesc, reunindo colaboradoras que atuam em diferentes equipamentos, programas e projetos da SPS. O momento também celebrou os 90 anos do Serviço Social no Brasil e a aprovação da PEC da Assistência Social (PEC 383) pela Câmara dos Deputados, no último mês de abril.
Presente no evento, Cinara Abreu relembrou sua atuação durante quatro anos no Centro de Referência sobre Drogas (CRD) da SPS e destacou a importância do olhar humanizado no atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente aquelas em situação de rua. “Muitas vezes, eles diziam que as pessoas passavam e eles não eram vistos. E a gente estar ali levando o equipamento do Estado para eles e olhar eles com a forma humanizada, eles se sentiam pertencentes à sociedade novamente”, contou.
Hoje, todos os programas e unidades ligadas à SPS contam com atendimento socioassistencial. Conduzindo o encontro, a secretária da Proteção Social, Augusta Brito, parabenizou as colaboradoras e destacou o papel essencial das assistentes sociais na política pública. “São 90 anos de Serviço Social. A gente aprendeu e evoluiu muito enquanto trabalho e profissão. Não tenho dúvidas de que vocês são essenciais para efetivarmos uma política pública de qualidade”, ressaltou.
A secretária também destacou a dimensão humana da profissão, relacionando-a a outras áreas do cuidado. “Eu sempre comparo a [assistência social à] enfermagem. É o cuidado, tem que ter muito amor, tem que ter realmente empatia para ajudar as pessoas de uma forma direcionada, técnica, mas com amor e carinho”.
Entre as homenageadas, também estava a assistente social e gerente de projetos sociais da Célula de Parentalidade e Educação Permanente na Área da Infância e Família (Cepife), Maria Elizabeth. Ex-comerciária, ela contou que encontrou no Serviço Social uma forma de potencializar a atuação que já desenvolvia em movimentos sindicais e populares.
Hoje, com 14 anos de atuação como assistente social e nove anos na SPS, ela afirma que segue motivada pelas mudanças que acompanha em famílias cotidianamente.
“No meu trabalho, eu consigo fazer as pessoas refletirem, as pessoas entenderem que podem ir para o outro caminho”, disse. “Quando a gente chega no município, que a gente escuta um supervisor, que refere-se assim, ‘Beth, o pai da Maria, não cuidava, não brincava com a criança. Mas de tanta gente insistir, a gente já está com dois anos, pois ele agora fica durante a visita e ele brinca. E ele diz que é gostoso brincar’. Isso para a gente é uma vitória gigantesca”, destacou.
Para ela, celebrar os 90 anos do Serviço Social também é reconhecer os avanços e desafios da categoria. “[Ter esse momento] é reconhecimento, a gente se sente parte da equipe, a gente se sente valorizada também, porque não é só trabalho, trabalho. Então ter esse espaço para a gente também é valorizar. É gostoso, eu me sinto parte dessa equipe e eu me sinto muito bem aqui”, completou.
Outra trajetória compartilhada durante o encontro foi a da assistente social Verônica Maciel, servidora da SPS que iniciou sua história na Pasta ainda como estagiária, no antigo Programa de Proteção Social às Favelas de Fortaleza (Proafa).
Ao longo da carreira, Verônica atuou em comunidades, equipamentos e diferentes municípios cearenses. Para ela, o maior retorno da profissão está nas transformações construídas ao longo do caminho. “O que marca muito e mostra resultado é quando você consegue, pela mínima coisa possível, gerar transformação de vidas”, disse.
Ela relembrou a história de dois jovens acompanhados em projetos sociais no Bom Jardim, que hoje cursam Medicina e Administração em universidades públicas. “O trabalho que se desenvolve transforma vidas. E isso aí, para mim, é o que gera muita alegria”, concluiu.
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