14 de janeiro de 2026 – 15:01
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Ascom Sepince – texto e foto
O secretário executivo da Secretaria dos Povos Indígenas do Ceará (SEPINCE), Jorge Tabajara, apresentou ao secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Norte, coronel Araújo, as ações de segurança desenvolvidas nos territórios indígenas cearenses. A exposição ocorreu em reunião virtual, ao lado da coordenadora jurídica da SEPINCE, Amora Matos, e teve como base o Acordo de Cooperação Técnica firmado em 2023.
O encontro contou ainda com a participação da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), do Ministério dos Povos Indígenas, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, além de lideranças indígenas do Rio Grande do Norte. A SEPINCE foi convidada pelo Ministério dos Povos Indígenas a compartilhar suas experiências como um modelo bem-sucedido no enfrentamento à violência contra os povos indígenas.
Durante a apresentação, Jorge Tabajara destacou que as ações de segurança no Ceará foram construídas a partir do diálogo com os territórios e com as próprias lideranças indígenas. “Nosso trabalho parte do princípio de que não existe política de segurança eficaz sem escuta e participação dos povos indígenas. As ações que desenvolvemos no Ceará são resultado dessa construção coletiva”, afirmou.
Entre as iniciativas apresentadas estão o painel de monitoramento de crimes contra indígenas, o disque-denúncia específico para atender esse público e a formação continuada de agentes de segurança com foco na realidade sociocultural dos territórios indígenas. Segundo o secretário executivo, essas medidas fortalecem a prevenção e a resposta do Estado às situações de violência. “Criamos instrumentos que permitem identificar rapidamente os casos, qualificar os dados e agir de forma articulada, respeitando os direitos e as especificidades dos povos indígenas”, ressaltou.
Jorge Tabajara também enfatizou a importância da cooperação entre estados e instituições federais. “A troca de experiências é fundamental para avançarmos enquanto país. Quando um estado compartilha o que tem dado certo, contribuímos para salvar vidas e garantir direitos em outros territórios”, concluiu.