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A Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica (SMIP), em crianças, pode ter relação com infecção pelo novo coronavírus no estado.

A Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica (SMIP), já registrada no Ceará, é um dos possíveis efeitos observados por especialistas em pacientes infectados pelo novo coronavírus no estado. Pelo menos 16 crianças que tiveram contato com o SARS-Cov-2 são acompanhadas por cardiologistas e outros profissionais no Hospital Luís de França, em Fortaleza. A síndrome já afetou crianças de diversos países.

Há cerca de três meses, são observados em pacientes com SMIP, febre insistente, dores abdominais, manchas na pele, casos de irritação dos olhos, entre outros sinais, como relata o médico pediatra e diretor do Hospital Luís de França, Caio Malachias.

“Depois de aproximadamente três ou quatro semanas, a criança desenvolve essa patologia que pode ser grave, com evolução com doença cardíaca, inclusive, e requer um tratamento específico”, destaca.

Os médicos dizem que a SMIP possui características similares à Doença de Kawasaki e pode ser vencida com imunoglobulina e procedimentos médicos para evitar sequelas. O diagnóstico é feito com avaliação clínica e exames de sangue.

O Ministério da Saúde, em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), publicou nota técnica no fim de maio como alerta para a possível relação da SMIP com o novo coronavírus.
Fonte: G1/CE