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Pesquisadores da USP testarão medicamento para COVID-19 em voluntários cearenses

USP
O pesquisador Norberto Lopes, integrante do grupo de pesquisa da USP em Ribeirão Preto (SP) e do Núcleo de Apoio a Pesquisa em Produtos Naturais e Sintéticos (NPPNS), afirma que os estudos da medicação continuam. “Ainda estamos estudando o mecanismo de ação. O que temos são estudos computacionais que mostraram como o tenofovir interage com a enzima RNA do Sars-Cov-2. Esse já é considerado um provável mecanismo de ação”.

Sobre os efeitos colaterais que a testagem pode ocasionar, Norberto explica que, por ser um medicamento usado no País no combate à Aids, “eles já estão previstos na bula. A substância tem uma segurança boa, o que permite o avanço na área clínica”.

Mesmo fora da lista de drogas selecionadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para testes em larga escala no mundo, a substância apresentou resultados positivos diante do novo coronavírus nos exames de laboratório.

De acordo com o infectologista e coordenador clínico do HSJ, inicialmente, a unidade é único “campo de testagem”. A substância deve ser aplicada em, pelo menos, 100 pacientes com sintomas leves e moderados.

“É uma perspectiva otimista. Estamos na fase final de elaboração da pesquisa. O início da fase clínica depende da aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep)”, esclarece Érico Arruda.

O tenofovir será testado tanto sozinho quanto em conjunto com outras substâncias, conforme Érico. “Vamos iniciar o medicamento antes de complicações com o objetivo de acompanhar se é possível diminuir os sintomas da Covid-19”.

Para análises posteriores já no Ceará, o infectologista afirma que há o envolvimento laboratorial da Universidade Federal do Ceará (UFC). “A estrutura do banco de dados e de análise estatísticas será feita por lá”, adianta o infectologista.