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Major, o cãozinho que adotou a PMCE como família

Cães policiais trabalham há tempos junto a agentes de segurança no auxílio de prisões, fugas de suspeitos e na apreensão de drogas. Pastores-alemães, labradores e pit bulls costumam ser as raças preferíveis para esse tipo de trabalho. Um cachorro vira-lata, contudo, foi adotado por policiais de uma equipe do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur), da Polícia Militar do Ceará (PMCE), na Avenida Beira-Mar, no Bairro Mucuripe, em Fortaleza, que se sensibilizaram com a situação de rua do animal.

Major, um cão adulto, divide a rotina diária ao lado dos policiais, estando presente em dois postos da Polícia no Bairro Mucuripe, localizados na Avenida Beira-Mar e em frente ao Parque Bisão. De acordo com um dos agentes responsáveis pelo resgate do cachorro, o Soldado Dayves Estavam, de 32 anos, que faz parte do Grupamento de Polícia Militar (GPM) da região, a relação do cão com a Polícia Militar já dura há mais de um ano.

“Ele ficava em um posto policial na Rua Manuel, porém com as obras que se iniciaram na Beira-Mar, há mais de um ano, o posto foi fechado. E ele sentiu. Quando eu estava passando por aquele trecho e o vi, um dos moradores chegou a me dizer que ele passava o dia chorando quando via viaturas. Eu decidi, então, gravar uns vídeos e postar em uma rede social. Foi quando um tenente foi ao local e o colocou dentro da viatura e orientou os agentes a levá-lo a um posto mais próximo.”

O soldado afirmou que a partir do resgate, a história do Major passou a ser disseminada pela corporação, que ficou sensibilizada pelo cachorro. “Nós acabamos criando uma afeição por ele. Passa o dia lá com a composição, passa o dia trabalhando com os agentes, avisando quem chegar perto”, disse.

Cão policial

Para Dayves, o cão criou a afinidade com os ‘colegas de farda’ por causa do uniforme utilizado pelos policiais e acredita que, por meio da rotina de patrulhamento, Major aprendeu sozinho a maneira como se comportar nas diligências empreendidas pela equipe.

“Vendo a gente fardado, ele se auto adestrou. Ele raciocinava que a gente tava abordando, que a gente tava prendendo o suspeito, então, ele entendeu que o suspeito poderia ser uma ameaça para o policial. Até quando a gente algemava o suspeito para ir para a delegacia, ele saía atrás, correndo.”