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Rosa Weber vota e abre caminho para soltura de Lula

A ministra se posicionou contra prisão antes do trânsito em julgado

Considerada voto decisivo, Rosa Weber se posicionou contra a autorização da execução provisória da pena em segunda instância e abriu caminho para que o Supremo Tribunal Federal reveja entendimento sobre o tema, fixado desde 2016. A decisão beneficiaria todos os presos nessa condição, entre eles o ex-presidente Lula, condenado em processo na Lava Jato.

Até agora, votaram a favor da prisão os ministros Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Relator das duas ações em análise, liberadas para voto desde 2017 mas só agora apreciadas, Marco Aurélio foi contra a medida.

Ainda faltam seis ministros: Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, Luiz Fux, Carmen Lúcia e Dias Toffolli.

Dos seis, ao menos quatro já demonstraram, noutras votações, opinião contrária à prisão em segunda instância: Mendes, Mello, Lewandowski e Toffoli.

Caso esse cenário se confirme, o Supremo estará radicalmente dividido: cinco ministros contra e cinco favoráveis. Caberá a Toffoli, portanto, o voto de minerva.

Pela extensão dos votos, porém, dificilmente o julgamento deve se encerrar ainda nesta quinta-feira.