Adilson Batista é apresentado e fala em poucas mudanças

Novo treinador fará poucas alterações no início do trabalho e Robinson garante confiança em perfil enérgico

Dois dias após ser contratado, Adilson Batista falou, pela primeira vez, como treinador do Ceará. Ontem, o novo comandante alvinegro foi oficialmente apresentado na sala de imprensa do clube, em Porangabuçu, e confirmou o que atletas do Vovô já haviam declarado ao longo desta semana: as mudanças em relação ao trabalho que vinha sendo realizado por Enderson Moreira serão pontuais.

O tempo de trabalho é determinante para isso. Adilson desembarcou na capital cearense na quinta-feira (3) e só comandou dois treinamentos. A terceira atividade realizada hoje pela manhã e aberta ao torcedor, é a que encerra a preparação para enfrentar o Goiás. A tendência é de manter a base do time.

“Já tenho ideia inicial para que a gente faça um grande jogo e vença o Goiás. A gente precisa ter discernimento para enxergar e, às vezes, ser pontual, e ter os devidos cuidados para que não chegue, seja radical e tenha prejuízos depois. É nessa linha que eu vou. Ser bem pontual”, destacou o paranaense.

Porém, as mudanças ocorrerão e há um fator facilitador para o entendimento do trabalho que vinha sendo realizado.

Essa é a segunda vez seguida que Adilson assume um clube após a saída de Enderson Moreira. Em 2018, no América-MG, ele começou a comandar o time após a ida de Enderson para o Bahia.

“Cada um tem uma maneira de pensar futebol e algumas coisas que você observa. Eu espero que aconteça o que nós fizemos lá (no América-MG). Na troca (de treinadores), eu ganhei dois jogos seguidos. Seria o ideal. Algumas coisas vou conversar e mostrar para que eles (jogadores) entendam que vai ser fácil a adaptação”, analisou.

Motivo da troca

Quem também falou pela primeira vez após a saída de Enderson Moreira foi o presidente Robinson de Castro, que participou da entrevista coletiva. O mandatário alvinegro explicou o motivo da troca de comando técnico no clube.

“Infelizmente não tivemos uma sequência boa e precisávamos de uma mudança que influenciasse no comportamento da equipe. Passa por questões táticas e até emocionais também”, destacou, explicando a escolha por Adilson.

“Perfil vibrante. Dos treinadores que eu queria trazer neste momento, era alguém vibrante. Na lista estava só ele? Claro que não. A gente faz uma lista, mas com perfil vibrante. Segundo, que conhece o que se passa lá dentro do campo, na hora da pressão. Eu queria alguém que conhecesse e que já passou por momentos que precisou ser grande lá dentro. E o terceiro, é o trabalho de campo. O perfil foi por conta dessas características”, destacou Robinson. Publicado no Diário do Nordeste.