Estratégias e ações para salvar vidas no trânsito

Campanhas educativas e de fiscalização buscam esclarecer motoristas e pedestres em Fortaleza para reduzir mortes por acidentes no trânsito, que chegaram a 226 no ano passado.

Ao longo de 2018 foram registradas 226 mortes provocadas por acidentes de trânsito em Fortaleza – um número 40% menor do que os 377 óbitos ocorridos em 2014. Isso significa dizer que 423 vidas foram salvas nesse período. Por isso, ações de educação no trânsito, que promovam o respeito dos motoristas aos pedestres e aos limites de velocidade, são fundamentais para salvar vidas e modificar essa estatística. O incentivo à conduta responsável dos condutores e dos pedestres é tema de campanhas educativas e do trabalho da Prefeitura de Fortaleza e de instituições ligadas ao trânsito. “A educação é um dos pilares para a convivência urbana pacífica e democrática. Todos os atores que convivem no espaço urbano são contemplados com ações específicas”, observa Arcelino Lima, Superintendente da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC). “Há abordagens com motociclistas quanto ao uso do capacete, com o pedestre quanto à utilização da faixa de pedestres e com os condutores para alertá-los quanto aos riscos de misturar álcool e direção”, explica.

Com o mesmo objetivo, a Bloomberg Philanthropies, dos Estados Unidos, apoia a política de segurança viária da Prefeitura de Fortaleza por meio do programa “Iniciativa Bloomberg para Segurança Viária Global”. “Em 2015, a capital cearense foi uma das dez cidades do mundo contempladas com o projeto, e hoje tem uma equipe de técnicos especializados, além de uma rede internacional de organizações, que dão suporte às ações do poder público municipal”, informa Dante Rosado, Coordenador Executivo da Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária Global em Fortaleza.

Campanhas

Neste mês, uma nova campanha educativa da AMC, em parceria com a Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária, vai conscientizar sobre o respeito aos pedestres e aos limites de velocidade. “A sociedade precisa compreender a dimensão desse problema, considerado epidemia de saúde pública, com um custo estimado de R$ 590 milhões por ano. Mudar esse cenário depende das intervenções da gestão municipal, mas também de um comportamento mais seguro dos condutores”, indica Dante Rosado.

Uma das formas que a AMC desenvolve a educação no trânsito é por meio da Escola de Mobilidade Urbana Vicente Veloso Neto, que transmite para alunos de colégios de Fortaleza os fundamentos da boa convivência no trânsito. “Educadores capacitados repassam orientações a fim de estimular a integração e o respeito entre pedestres, ciclistas e condutores”, detalha Arcelino Lima, Superintendente da AMC.

Iniciativas

Além das ações educativas, medidas práticas têm sido adotadas para reduzir os acidentes em Fortaleza, como a implantação de áreas de trânsito calmo na Vila União (próximo ao Hospital Albert Sabin), no Centro Cultural Dragão do Mar e na Cidade 2000. “Uma pesquisa mostra que o número de pessoas que disseram caminhar com segurança subiu de 11% para 79% na Cidade 2000, e 8,7% para 76,5% no entorno do Hospital Albert Sabin”, afirma Arcelino Lima. “Outro indicador importante é o número de crianças que passaram a utilizar o espaço, que cresceu 59,7% na Cidade 2000”, reforça.

Também pode ser destacada a readequação de velocidade nas Avenidas Leste-Oeste e Osório de Paiva. “A redução de acidentes, especialmente de atropelamentos, ocorreu de forma consistente e rápida: na Avenida Leste-Oeste, a queda foi de 63% em apenas seis meses; na Avenida Osório de Paiva, a redução foi de 28%, conforme levantamento da AMC”, analisa Dante Rosado, Coordenador Executivo da Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária Global em Fortaleza.

Outra intervenção de destaque realizada pela AMC na melhoria da segurança para quem anda a pé pela cidade é o programa Esquina Segura, que melhora a percepção dos usuários de que não é permitido estacionar nas esquinas e a menos de 5 metros do bordo do alinhamento em um cruzamento. “Além de sinalizar o espaço reservado a garantir visibilidade para motoristas, o projeto facilita a travessia dos pedestres”, descreve Arcelino Lima. “Obedecendo ao padrão de sinalização do Código de Trânsito Brasileiro, quem anda a pé agora encontra uma área de travessia encurtada e mais segura, graças ao prolongamento da calçada”, destaca o Superintendente da AMC. Publico o Diário do Nordeste.