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Polícia suspeita que incêndio nos Correios tenha sido provocado por traficantes

incêndio que destruiu os galpões do Centro de Triagem e Distribuição dos Correios em Fortaleza, na tarde da terça-feira de Carnaval (13), está ainda sob investigação da Polícia Civil e da Perícia Forense do Ceará (Pefoce), que já teriam descoberto indícios de um ato criminoso. A destruição de aparelhos de Raio X capazes de detectar a presença de drogas sintéticas em meios às encomendas seria um dos objetivos dos responsáveis pelo sinistro. Traficantes de drogas produzidas na Europa estariam interessados na destruição desses aparelhos.

Na manhã desta segunda-feira (26), mais um fato  veio reforçar a suspeita do crime.  Técnicos da Defesa Civil de Fortaleza, juntamente com o Corpo de Bombeiros,  fizeram uma varredura no local e constataram sinais de atividade radioativa em meios ao que sobrou dos galpões onde estavam milhares de encomendas a serem entregues aos destinatários na Capital.

Essa radioatividade – de baixo risco, segundo os técnicos – teria como fonte exatamente os aparelhos de Raio-X que tinham a capacidade de detectar drogas sintéticas.  Nos aparelhos são acoplados espectrômetros de massa, equipamentos utilizados para identificar os diferentes átomos que compõem uma substância, isto é, fazem uma análise química qualitativa e quantitativa. Portanto, os aparelhos estariam detectando drogas enviadas para o Ceará através dos Correios.

Virou cinzas

Ao perceber que estariam prestes a ter grandes prejuízos com a perda do material  para a fabricação ou mesmo dos entorpecentes já prontos, e de uma possível prisão, traficantes teriam decidido causar o incêndio, como de fato ocorreu na tarde do último dia de Carnaval.  As drogas sintéticas mais comuns encontradas neste tipo de investigação são o ecstasy e LSD, entorpecentes de alto custo e, geralmente, consumidas por jovens de classes média e alta em festas como raves.

As investigações prosseguem em sigilo, mas em ritmo acelerado. A Polícia Civil aguarda da Perícia Forense os laudos finais que vão indicar a origem do fogo que destruiu os galpões e, consequentemente, os aparelhos de Raio X, além de uma imensa quantidade de mercadorias de todos os gêneros que acabaram se transformando em cinzas.

Na vistoria realizada ontem, os técnicos e bombeiros chegaram a recolher no local do sinistro um espectrômetro de massas que contém uma fonte radioativa de níquel 63, mas que, segundo os especialistas, é de baixa atividade e causa um baixo risco de contaminação.