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Bando suspeito de chacina é capturado em Maranguape

De acordo com a Polícia Civil , o grupo criminoso cometeu, pelo menos, 13 homicídios, do dia 27 de dezembro de 2017 até ontem ( Foto: Yago Albuquerque )

Cinco adultos e um adolescente ligados à facção criminosa Guardiões do Estado (GDE), suspeitos de envolvimento em uma chacina em Maranguape, ocorrida no último dia 7 de janeiro, foram capturados em uma operação conjunta das polícias Civil e Militar. Contando com os mortos da chacina, o bando é suspeito de cometer 13 homicídios, em menos de um mês.

Segundo o titular da Delegacia Metropolitana de Maranguape, delegado Francisco Braúna, a Polícia identificou a quadrilha nos dias seguintes à matança e começou a persegui-la. No dia 10 de janeiro, Lucas Natanael da Silva, 24, foi preso. No dia posterior, foram detidos Gustavo dos Santos Araújo, 19, e Ronys Erialdo da Silva, 29.

Apesar da captura de três suspeitos, o grupo criminoso continuou cometendo homicídios, em Maranguape. O assassinato de Alex Pereira Cavalcante, 24, na última quinta-feira (18); e o duplo homicídio que vitimou os primos Antônio Francisco Ferreira, 24, e Isaías Ferreira da Silva, 23, na última sexta (19), ambos no Distrito de Tanques, foram atribuídos à quadrilha.

Após o duplo homicídio, a PM prendeu Leandro Barbosa Maciel, 24, e Robson Fernandes de Lima, 19, e apreendeu o adolescente de 17 anos. Os três suspeitos seriam os principais executores da GDE em Maranguape.

Com a quadrilha detida foram apreendidos cinco revólveres, uma pistola, um carregador de pistola, munições e uma pequena quantidade de droga. De acordo com a Polícia, todos os presos respondiam por homicídio, tráfico de drogas e porte ilegal de arma.

Investigação

Segundo os levantamentos da Delegacia Metropolitana de Maranguape, o grupo criminoso cometeu pelo menos 13 homicídios, do dia 27 de dezembro de 2017 até ontem. Alguns integrantes da quadrilha estão foragidos e continuam sendo procurados pela Polícia. “As investigações estão sendo aprofundadas, porque são vários eventos, os vínculos entre as ações. Além das pessoas presas, existem outras que são alvos das investigações”, afirmou o delegado geral da Polícia Civil, Everaldo Lima.

O objetivo desse braço da GDE era ampliar o domínio do tráfico de drogas em Maranguape. “Teoricamente, eles não tem uma região de atuação. Grupos criminosos buscam expandir suas áreas. Eles querem o domínio total de atuação e têm que cometer mortes para ter esse domínio”, relacionou o delegado Francisco Braúna.

Conforme a Polícia, os seis suspeitos capturados participaram diretamente da chacina, mas eles negaram envolvimento.