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Justiça nega liberdade a instrutor de kitesurf que produzia ‘supermaconha’ em Cumbuco

Pés de maconha foram apreendidas na casa do acusado e eram usada para produção de supermaconha (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
Pés de maconha foram apreendidas na casa do acusado e eram usada para produção de supermaconha (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)

O instrutor de kitesurf inglês preso por tráfico de drogas na Praia do Cumbuco, em Caucaia, teve mais uma vez o pedido de liberdade negado, na manhã desta terça-feira (21), pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE). Em abril, a defesa havia ingressado com um pedido de habeas corpus e o colegiado tinha indeferido.

O inglês foi preso em março deste ano em sua casa – um duplex de aproximadamente 800 m² – na Praia do Cumbuco. O acusado cultivava no quintal de casa, em 20 metros quadrados de plantação, maconha do tipo skank, uma droga com substâncias alucinógenas mais concentradas que as tradicionais maconhas prensadas. O teor de HC do skank chega a 30%, enquanto os outros tipos de maconha só chegam a 5%. Com isso, a droga se torna mais cara e com efeitos mais fortes.

Na casa do suspeito foram encontrados seis caixotes com a plantação, que estava preparada com terra e isolamento térmico. Foram apreendidos com o instrutor 80 pés da droga, oito mil sementes da planta prontas para plantio, mais de um quilo de maconha, distribuídos em vários papelotes para a comercialização, dois celulares e uma balança de precisão.

De acordo com a delegada Patrícia Bezerra, diretora da Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD), o inglês era investigado há um ano. Ele é apontado como um dos distribuidores da “supermaconha” para usuários de classe alta em Fortaleza e Caucaia.

Habeas corpus

Em 17 de março, o acusado teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pelo Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Caucaia. A defesa ingressou com habeas corpus com pedido liminar no TJCE, sob alegação da ocorrência de excesso de prazo na formação da culpa, sem o devido encerramento da instrução processual. Também defendeu que o kitesurfista possui condições pessoais favoráveis e que o plantio da droga era para consumo próprio.

Ao julgar o caso, a 3ª Câmara Criminal negou o pedido, por unanimidade. Para desembargador Lincoln Araújo, relator do caso, “condições pessoais favoráveis, ainda que comprovadas, por si só, não garantem o direito de responder ao processo em liberdade quando a custódia cautelar se faz possível e necessária”.

 G1