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Vítima executada a mando de facção

A execução de um homem na noite do último sábado (29), ao lado do espigão da João Cordeiro, na Praia de Iracema, no trecho atualmente conhecido como Praia dos Crush, pode ter sido encomendada pela facção Primeiro Comando da Capital (PCC). A Polícia Civil investiga se o crime foi motivado a partir de uma regra interna que, para participar da organização criminosa, é preciso matar alguém.

Conforme informações obtidas no 2º DP (Aldeota), a vítima identificada como Francisco Wildson Silva não tinha antecedentes criminais. Na delegacia, permanece detido Jefferson Lucas de Sousa Rodrigues, 18, tido pela Polícia como principal suspeito do crime. Rodrigues foi preso em flagrante logo após o crime.

O sargento Edilberto, do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur), conta que, por volta das 20h, Francisco Silva passeava na orla em companhia de uma mulher quando foi surpreendido. O policial disse que a vítima ainda tentou fugir em direção ao mar, mas foi atingida no tórax e pescoço por disparos de arma de fogo.

Os tiros causaram pânico e correria das pessoas que estavam na praia e procuraram se abrigar em um local seguro. Uma vendedora (identidade preservada) afirmou à reportagem que chegou a ser usada como escudo. A mulher foi baleada na perna e socorrida no Instituto Doutor José Frota (IJF). Ela não corre risco de morte. Conforme testemunhas, o suspeito ainda teria chegado a atirar contra um policial, mas a arma falhou.

Versões

A Polícia investiga ainda se Jefferson Rodrigues e Francisco Silva já se conheciam. Isso, porque, a partir de relatos de conhecidos do suspeito, ele teria executado a vítima para vingar a recente morte de um primo. Ainda conforme a Polícia Civil, Jefferson Rodrigues se manteve em silêncio durante depoimento.

Já dois policiais militares que estiveram no local e ajudaram a socorrer a vendedora contam que vítima e suspeito eram integrantes de facções rivais e, recentemente, brigaram devido à área para traficar drogas na Barra do Ceará. “A gente estava lá de folga viu esse cara armado. O que morreu era do GDE e o que matou é do PCC”, disseram os PMs sem se identificar.

De acordo com servidores do 2ºDP, Jefferson Lucas completou 18 anos recentemente. Enquanto adolescente, foram registrados contra ele diversos atos infracionais, incluindo homicídio, roubo de veículo, porte ilegal de arma, receptação e tráfico de drogas.

Diário do Nordeste