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119 equipes cearenses irão para a final de olimpíada de história

Seis alunos do Liceu do Conjunto Ceará integram equipe que participará da final da Olimpíada Nacional de História do Brasil MATEUS DANTAS
Seis alunos do Liceu do Conjunto Ceará integram equipe que participará da final da Olimpíada Nacional de História do Brasil MATEUS DANTAS

Em julho, 119 equipes de alunos cearenses participarão da final da Olimpíada Nacional em História do Brasil. O total representa 38% das equipes de todo o Brasil. Entre os números do Estado, cinco grupos são da rede pública de ensino. Um deles reúne estudantes da Escola de Ensino Médio Liceu do Conjunto Ceará, que descobriram na pesquisa e na história uma nova forma de ver o futuro.

“A olimpíada faz com que a gente veja tudo com um novo olhar. Mais crítico, mais analítico. Olhamos a questão e pensamos melhor sobre ela. Para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), isso é muito importante”, considera José Artur Silva, 17. Ele e mais cinco colegas formam as duas equipes do Liceu. Eles passaram pelas cinco fases iniciais da olimpíada, resolvendo questões em ambiente online.

O professor de história Fabiano da Silva Sousa explica que um dos diferenciais da competição é que os alunos são incentivados a pesquisar. “Eles têm uma semana para pesquisar a resposta das questões. Os alunos fazem papel de historiadores mesmo, incentivando o gosto pela pesquisa”, detalha.

A olimpíada motiva, assim, o debate entre alunos e professores, a desconstrução do que parecia sólido enquanto ensino, a possibilidade de trabalhar em equipe. “Os alunos muitas vezes até contestam o professor em algumas respostas. Sempre nessa ideia de que o debate nos leva à conclusão”, afirma Fabiano.

História brasileira

Entre as questões da olimpíada, a história dos mineradores de Roraima, a tradição regional do Mato Grosso do Sul, a festa de candomblé da Bahia. “A história brasileira que a gente vê nos livros é muito paulista e carioca. E essa história que eles vão atrás é realmente nacional, de cada canto do Brasil”, explica o professor.

 

Para Ingrid Araújo, 16, o espírito olímpico incentiva mais conhecimento. “A gente vem se preparando há muito tempo, com aulões, lendo… éramos 32 equipes aqui no Liceu e todo mundo se ajudou muito. Levar o nome da escola pública é um orgulho. Sabemos a qualidade do ensino, a preocupação dos professores com a gente, o incentivo”, diz.

A final da olimpíada acontece, desde 2009, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo.

 

Serviço

 

Os alunos do Liceu do Conjunto Ceará fazem campanha em busca de recursos para participação na olimpíada

http://bit.ly/2sffcR2

 

SARA OLIVEIRA
O Povo