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Shoppings da Capital faturam R$ 4,6 bi; crescimento de 13%

Conforme a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), no ano passado, os 18 empreendimentos do Ceará faturaram R$ 5,2 bilhões ( Foto: JL Rosa )

A inauguração de vários shopping centers em Fortaleza, nos últimos anos, prova que o setor é um dos mais resistentes aos efeitos da atual crise econômica do Brasil, que impactam negativamente o consumo das famílias. O crescimento médio do faturamento com as vendas nos 14 empreendimentos da Capital cearense foi de 13% em 2016. No Estado, que reúne 18 centros de compras, a alta foi de 5%.

 

Segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), no ano passado, os 14 shoppings de Fortaleza faturaram R$ 4,6 bilhões. Em 2015, as vendas somaram quase R$ 4 bilhões. Já o faturamento dos 18 empreendimentos do Ceará fechou em R$ 5,2 bilhões em 2016. No ano anterior, 2015, foram movimentados cerca de R$ 5 bilhões em vendas.

Para este ano, a Abrasce estima que o setor cresça acima de 5% no Estado, média prevista para o mercado nacional. O aumento das vendas deve começar a ser observado a partir deste mês de maio, com o Dia das Mães, segunda data mais importante para o varejo brasileiro.

“Já conseguimos observar uma melhor confiança, tanto dos empreendedores quanto dos lojistas. No ano passado, por exemplo, o setor cresceu 4,3% no Brasil. Em Fortaleza, o incremento foi de 13%. Então, podemos fazer uma projeção proporcional para este ano”, afirma a superintendente de Operações da Abrasce, Adriana Colloca.

Brasil

Em 2016, o faturamento dos 559 shoppings que operam no País atualmente foi de R$ 157,9 bilhões. Os empreendimentos localizados na região Sudeste somaram R$ 91,9 bilhões, seguidos dos centros de compras instalados no Nordeste (R$ 26 bilhões), Sul (R$ 19,2 bilhões), no Centro-Oeste (R$ 13,7 bilhões) e no Norte (R$ 6,9 bilhões).

O valor faturado no ano passado representa um crescimento de 4,3% frente aos R$ 151,5 bilhões contabilizados em 2015. Hoje, o Nordeste é a região que tem o terceiro maior número de shoppings, com 85 unidades, atrás do Sudeste, que possui 300 centros de compras, e do Sul, com 93 shoppings. Já as regiões Centro-Oeste e Norte possuem 54 e 26 empreendimentos, respectivamente.

“O Nordeste é muito importante para o setor de shopping centers. A região é muito produtiva e importante, por isso, acreditamos no desenvolvimento desses shoppings e no que eles fazem para movimentar a economia nacional”, destaca Adriana.

Geração de empregos

De acordo com a Abrasce, atualmente, os shoppings brasileiros geram 1.016.428 de empregos diretos, além das vagas temporárias que são abertas em períodos comemorativos, como as festas de fim de ano, por exemplo. O número é 2,7% maior que os 990.126 postos de trabalho contabilizados em 2015.

Quanto à quantidade de lojas nos shoppings, o incremento foi de 1,8%. De 2015 para 2016, o total de unidades saiu de 98.200 para 99.990.

A Área Bruta Locável (ABL) cresceu 4%, saindo de 14.679.973 metros quadrados (m²) para 15.236.629 m². Os dados da Abrasce apontam que 42% dos shoppings do País estão instalados em cidades com menos de 500 mil habitantes. Ao todo, 205 cidades brasileiras possuem centros de compras.

Perfil

Conforme a Abrasce, 89% dos shoppings são tradicionais e 12% especializados (temáticos, lifestyle e outlet). Do total, 53% dos empreendimentos estão em capitais e 47% em outras cidades. Considerando apenas os shoppings tradicionais, 38% são de pequeno porte, 29% regionais, 23% de médio porte e 10% são megaempreendimentos.

O ticket médio por consumidor fechou em R$ 243,82, sendo o fluxo de visitantes e as vendas 7,5% maiores em dias de sábado. Hoje, 10% dos shoppings estão em expansão. Para os 90% que não estão sendo expandidos, há entre 22% dos empreendedores a intenção de ampliar os empreendimentos, enquanto 78% não pretendem expandir.

Segundo a Abrasce, 32% dos shoppings nacionais fazem parte de um complexo multiuso, sendo condomínio empresarial (61%); hotel (28%); torre com centro médico e/ou laboratório (27%); faculdade/universidade (20%); condomínio residencial (16%; e outros (41%).

Diário do Nordeste