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PM é demitido por extorsão após ‘sequestrar’ e ameaçar a vítima de morte

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O cabo da Polícia Militar do Ceará Jurandir Francelino de Souza foi demitido da corporação por participar do “sequestro” de um homem e extorquir dinheiro do mesmo ainda sob ameaça de morte.

De acordo com publicação da Controladoria Geral de Disciplina dos órgão de Segurança Pública e Sistema Penitenciário no Diário Oficial do Estado (DOE) da última terça-feira (4), Jurandir de Souza foi preso em junho de 2015 em companhia do policial militar reformado José Calíope de Araújo Neto após ser flagrado tentando extorquir R$ 3 mil de Ângelo Alves da Silva após já ter recebido outros R$ 2 mil no mesmo dia.

Conforme depoimento da vítima publicado no DOU, o então cabo da PM a abordou próximo a um posto de combustível no bairro Conjunto Esperança, em Fortaleza, alegando que o mesmo era um “grande traficante” da região e teria que pagar R$ 5 mil para ser liberado.

Segundo ainda Ângelo Alves, ele teria sido colocado à força dentro de um carro junto a outros 4 homens que se diziam policiais civis. Caso não pagasse a quantia exigida pelo PM denunciado, ele seria acusado de tráfico de drogas ou ainda morto se denunciasse os supostos policiais.

Pagamento

Diante de tal circunstância, consta no Diário Oficial que a vítima, muito amedrontada em virtude das ameaças, se dispôs a ir até uma oficina do bairro para “apenhar” o veículo que tinha, a fim de, em troca, “arranjar” algum valor para garantir sua liberdade, até conseguir vender outro objeto e assim quitar o valor total exigido pelo grupo. Foi então que Jurandir entregou R$ 2 mil aos criminosos.

A outra parte do exigido pelo cabo da PM e os demais criminosos teria que ser entregue ainda no mesmo dia em um local previamente combinado.

Flagrante

“Abalada, nervosa e chorando muito”, aponta a publicação oficial, a vítima se dirigiu até a delegacia da área para denunciar o ocorrido. Encaminhada à Coordenadoria de Inteligência (COINT) da CGD,  Ângelo passou a receber ligações do grupo. Diante disso, a polícia o acompanhou para tentar prender os suspeitos.

Já no local combinado, o grupo tentou fugir em uma Hilux após perceber a presença de policiais da Ronda de Ações Intensivas e Ostensivas (Raio). Interceptados, eles alegaram ser policias, porém, foram levados para a Delegacia de Assuntos Internos (DAI) após reconhecimento por parte da vítima.

Após a instauração do inquérito, ficou confirmada a extorsão praticada pelo então cabo da PM Jurandir de Souza. A Polícia Civil encontrou, inclusive, mensagens de ameaça e fotos da vítima como o nome “ACERTO” no aplicativo WhatsApp no celular do militar investigado.

Demissão

Diante de todo o corrido e apurado nas investigações, a corporação determinou, na última terça-feira (3), a demissão de Jurandir Francelino de Souza considerando “que todas as teses levantadas pela defesa foram devidamente analisadas e valoradas de forma percuciente, como garantia às bases estruturantes da Administração Pública, emanadas nos princípios regentes da conduta desta, bem como, aos norteadores do devido processo legal”.