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BNDES pede garantias, mas confirma R$ 1 bi ao Metrofor

 

O governo cearense terá de formalizar algumas intenções referentes ao Metrofor para garantir R$ 1 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) acertado anos atrás para as obras da Linha Leste metrô – cujas obras estão paralisadas -, segundo informou o titular da Secretaria da Infraestrutura (Seinfra), Lúcio Gomes. Após reunião em Brasília, ele contou que não há prazos ou definições, porém “um passo a mais” foi dado para retomar as obras do empreendimento.

“Lembrando que, lá atrás, a licitação foi feita respaldada no compromisso federal de R$ 1 bilhão do governo federal e financiamento de R$ 1 bilhão do BNDES. Esse bilhão do governo federal está difícil, estão dizendo que provavelmente não vem, mas estamos envolvendo a bancada federal (cearense). No entanto, hoje (ontem), estamos envolvendo mais o do BNDES e a diretora confirmou que o bilhão está reservado para o Ceará”, contou o secretário.

Na mesa de negociação pelo Estado estiveram, além de Gomes, o titular da Secretaria de Planejamento (Seplag), Maia Júnior e o presidente do Metrofor, Eduardo Fontes. Do outro lado, representantes do BNDES e do Ministério das Cidades.

Mudança de atores

Para o secretário da Infraestrutura, inclusive, foi a mudança nos gestores federais que motivou a necessidade de mais garantias pelo governo cearense, mesmo após a assinatura do contrato que estabeleceu o repasse de R$ 1 bilhão pela União e mais R$ 1 bilhão de financiamento. “O contrato foi feito há 4 anos, mas mudaram os personagens e querem ratificar algumas dúvidas. Inclusive, o BNDES se dispôs a ajudar a gente na questão da modelagem dos estudos, que não será descontado do bilhão reservado”, acrescentou.

Parceria formalizada

Entre as dúvidas e as necessidades de formalização pelo governo cearense para deixar mais explícito os objetivos da Linha Leste para o BNDES, de acordo com Lúcio Gomes, está uma parceria com a Prefeitura de Fortaleza, a qual já possui um projeto de mobilidade para a cidade, “que tem tudo a ver com o metrô”. “Querem uma institucionalização dessa parceria, que a gente sabe que tem, e isso não é problema”, afirmou, listando ainda outras demandas exigidas: “algumas definições para fornecimento de energia e revisões de demanda e uma visão global envolvendo a Linha Sul, VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos)”.

Tatuzões são alvo do MPF

Lúcio Gomes ainda afirmou que, sobre as tuneladoras – ou tatuzões – desmontados e ainda fora de operação, a Seinfra tem duas opções: “uma seria fazer manutenção e revisão e continuar parado. Outra, é uma pré-montagem”. “Mas a nossa decisão precisa ser tomada em função do que o governo federal e o BNDES vai resolver nos próximos meses”, arrematou.

Os equipamentos, comprados pelo governo cearense para cavar os túneis da nova linha do Metrofor, são alvo de uma investigação conduzida pelo procurador da República Alessander Sales. “Estamos ouvindo as empresas que deram a manutenção, apurando os contratos e a situação real dos equipamentos e tão logo concluirmos vamos tomar providências. Se a gente detectar dano ou prejuízo ao Estado, vamos buscar a responsabilidade”, afirmou Sales.

Procedimentos

“O contrato (para a Linha Leste) foi feito há 4 anos, mas mudaram os personagens e querem ratificar algumas dúvidas”

Lúcio Gomes

Secretário da Infraestrutura

Diário do Nordeste