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Expulsão de agentes de segurança cai 96% em quatro anos

A atuação da CGD passou a ser menos questionada nos últimos dois anos por associações e entidades representativas de agentes de segurança, exceto durante as investigações da Chacina da Grande Messejana, registrada em novembro de 2015
A atuação da CGD passou a ser menos questionada nos últimos dois anos por associações e entidades representativas de agentes de segurança, exceto durante as investigações da Chacina da Grande Messejana, registrada em novembro de 2015

Nos últimos quatro anos, as demissões ou expulsões de agentes de segurança no Ceará pela Controladoria Geral de Disciplina (CGD) caíram 96%. Enquanto 73 servidores foram desligados de suas corporações em 2013, no ano passado, três policiais foram excluídos dos quadros da Polícia Militar (PM), por motivos diversos.

Antes, em 2015, somente um militar foi expulso, o que representa queda de 98% com relação a 2014, quando 48 agentes foram desligados, entre bombeiros, peritos, policiais civis e agentes penitenciários, além de PMs, ampla maioria entre os punidos. Os dados foram solicitados pelo O POVO à CGD.

A expressiva redução salta aos olhos, sobretudo em um cenário de sucessão de medidas adotadas pelo Governo, objetivando manter a reaproximação entre as forças de segurança e o Estado. Relação cujo desgaste teve ápice durante a greve da PM, entre dezembro e janeiro de 2012, o que possibilitou o surgimento de lideranças políticas de oposição ao Executivo.

A expressiva redução salta aos olhos, sobretudo em um cenário de sucessão de medidas adotadas pelo Governo, objetivando manter a reaproximação entre as forças de segurança e o Estado. Relação cujo desgaste teve ápice durante a greve da PM, entre dezembro e janeiro de 2012, o que possibilitou o surgimento de lideranças políticas de oposição ao Executivo.

O Povo