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Mais de 1,1 milhão de crianças e adolescentes vive em condições de pobreza no Ceará

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Pobreza e violência são condições que se entrelaçam e seguem permeando o cotidiano de crianças e jovens cearenses. A 4ª edição do levantamento “Cenário da Infância e da Adolescência no Brasil”, lançado, nesta terça-feira (21), pela Fundação Abrinq aponta que o Ceará tem a 4ª maior taxa de homicídios entre a população infanto-juvenil no Nordeste, ao mesmo tempo que é a 3ª unidade da federação na região com maior número de crianças e adolescentes vivendo em condição de pobreza.

Os dados do levantamento são provenientes de diversas fontes públicas. As informações referem-se a violência e a condição financeira referem-se ao ano de 2015. Neste período, segundo a pesquisa, 1.198.254 crianças e adolescentes (0 a 14 anos) viviam em condição de pobreza no Ceará. Apenas Pernambuco e Maranhão apresentam situação pior, em números absolutos, com 1.242.840 e 1.239.396, respectivamente, de crianças e jovens vivendo em famílias com rendimento mensal domiciliar per capita de meio e até um quarto de salário mínimo (R$ 788,00 – valor mensurado na época).

Violência

Em relação à taxa de mortes, o Ceará registrou em 2015 a proporção de 30,9 homicídios de crianças e adolescentes para cada 100 mil habitantes. Alagoas (36), Rio Grande do Norte (32,7) e Sergipe (31,7) tiveram índices piores.

Para administradora executiva da Fundação Abrinq, Heloísa Oliveira, esta análise é capaz de mostrar que a pobreza, não limita-se ao aspecto financeiro. “Essa combinação de vulnerabilidade social é muito visível quando você reúne todos esses indicadores. Isso permite olhar por diferentes ângulos e pensar que a gestão pública deve atuar para combater essas situações em múltiplas frentes”.

Diário do Nordeste