2016 foi longe de ser um ano indiferente para Grover Vargas, o presidente do Jorge Wilstermann, próximo adversário do Palmeiras na Copa Libertadores.

O dirigente via o clube ser campeão do Clausura do Campeonato Boliviano, após seis anos de jejum. Um motivo de alegria enquanto estava vivendo um problema na esfera pessoal: a prisão domiciliar.

Preso em agosto de 2015 por conta de compra de alimentos da empresa Foods Company com preço acima para a Polícia Boliviana, ele foi acusado de falsificação de documentos e de contratos lesivos ao estado.

No momento que o time conquistava o título nacional, Vargas estava em prisão domiciliar e tocava mesmo assim o clube, no qual assumiu a presidência em 2015, após a renúncia de Mario Montaño. Ele permaneceu interinamente desde então e foi eleito em definitivo em julho de 2016.

Depois de cumprir a pena, Vargas voltaria a ter uma dor de cabeça – muito menor, é verdade -, só que no clube. Em 22 de fevereiro, o elenco do Jorge Wilstermann protestou e não treinou por conta do atraso de salários. Os atletas foram ao gramado, conversaram e retornaram ao vestiário, de acordo com o site Los Tiempos.

“Me estranhou muito que tomem esta medida de pressão injustificada e desnecessária, sobretudo irresponsável, primeiro com o trabalho que estamos realizado e pelo sonho de todos os torcedores de ver uma equipe competitiva”, afirmou o presidente.

Os problemas, porém, ficaram no passado da equipe, que começou com tudo na Libertadores. Logo na estreia, 6 a 2 sobre o tradicional Peñarol na semana passada. Agora, a próxima missão é encarar o Palmeiras no Allianz Parque, nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília).