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Com 110 milímetros, Fortaleza registra a chuva mais intensa do ano

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Reprodução

As chuvas da madrugada e da manhã de foram as mais intensas de Fortaleza em 2017. Foram 110 milímetros (mm) contabilizados no posto pluviométrico do bairro Edson Queiroz, conforme dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). A Capital teve a maior chuva do Ceará, que teve registros de precipitações em outros 110 municípios.

No entanto, os maiores açudes seguem em situação crítica. Na tarde de ontem, comitês de bacias hidrográficas concordaram em suspender o uso do Orós para a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

 

Na Capital, a chuva amenizou a sensação de calor, mas trouxe alguns transtornos. Principalmente com a formação de alagamentos nas vias. Para este problema, a Defesa Civil de Fortaleza recebeu cinco chamados na Regional VI e quatro na Regional II. No total, foram 25 ocorrências registradas até o meio-dia.

 

A RMF também teve altos índices de chuva ontem, com registros em Caucaia (102,4 mm) e São Gonçalo do Amarante (85 mm). No Interior, foi Crateús que despontou com chuva de 73 milímetros.

 

Açudes

Apesar das chuvas distribuídas, o volume dos maiores açudes do Ceará permanece em situação crítica. O Orós, agora com 9,8% da capacidade, teve alteração no volume liberado após reunião, na tarde de ontem, com cinco comitês de bacias do rio Jaguaribe e um do Sistema Metropolitano. No lugar de abastecer a RMF soltando 16 mil litros por segundo, o açude volta a servir apenas os municípios próximos. Usado como reserva estratégica, ele abastecia a Capital, transferindo águas para o Castanhão, desde setembro de 2016.

Orós, Jaguaribe e Jaguaretama, além de distritos e localidades, contam agora com a vazão de 3 mil litros por segundo do Orós, detalha João Lúcio Farias, presidente da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). Ele explica que os comitês se reunirão mensalmente para avaliar as recargas dos açudes. Para a RMF, a saída é aproveitar a recarga do Castanhão (atualmente com 5,3% do volume) e dos açudes do Sistema Metropolitano. As decisões foram tomadas após reunião no município de Limoeiro do Norte.

 

A barragem do Maranguapinho, que sangrou no último dia 3, será aproveitada para abastecer a sede de Maranguape e aliviar o que saía do açude Gavião.

 

Sem o reforço do Orós, as chuvas mais concentradas no Litoral se somarão aos esforços de racionalizar o uso da água nas indústrias, no consumo doméstico e na gestão do abastecimento da RMF, explica João Lúcio, até que a quadra chuvosa se encerre em maio para uma novas decisões sobre o uso dos açudes.

(colaborou Lucas Braga/Especial para O POVO)