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Coreia do Norte dispara míssil em desafio a Trump

Artefato foi disparado a partir da base norte-coreana de Banghyon, na província de Pyongan do Norte (noroeste daquele país) (Foto: Agncia France Presse)

Pyongyang/Washington. A Coreia do Norte disparou, ontem, um míssil balístico que caiu no Mar do Japão, uma “provocação”, segundo o governo da Coreia do Sul, destinado a testar a resposta do novo presidente americano, Donald Trump.

A reação do presidente foi rápida, e Trump disse estar “100% atrás do Japão”, cujo primeiro-ministro Shinzo Abe descreveu como “absolutamente intolerável” o lançamento do foguete em frente à costa do seu país.

O míssil foi disparado em direção ao Mar do Japão, às 07h55 do domingo (no horário local) a partir da base norte-coreana de Banghyon, na província de Pyongan do Norte (noroeste daquele país), informou o ministério da Defesa sul-coreano.

Após uma trajetória de cerca de 500 quilômetros para o leste, o míssil caiu no mar, indicou um porta-voz do ministério. “Parece que o lançamento de hoje foi realizado para chamar a atenção através do desenvolvimento das capacidades nucleares e de mísseis da Coreia do Norte”, comentou o porta-voz.

“Foi uma provocação armada para testar a resposta do novo governo dos Estados Unidos sob a presidência de Trump”.

O regime norte-coreano informou que o míssil testado é uma versão modificada de um artefato lançado em agosto a partir de um submarino.

No comunicado da imprensa oficial, Kim Jong Un afirmou que o míssil pode ser equipado com “uma ogiva nuclear” e que o programa de foguetes do país “se desenvolveu rapidamente”.

Reações

O disparo de míssil ocorreu enquanto Trump estava em sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida, com Shinzo Abe, com quem jogou golfe após reuniões de trabalho em Washington.

“Quero que todos entendam e estejam cientes do fato de que os Estados Unidos estão atrás do Japão, seu grande aliado, em 100%”, afirmou Trump, que com sua esposa Melania entretiveram Abe com um jantar na mansão que ele chama de “a Casa Branca de inverno”. Durante a visita de Abe aos EUA, Washington reafirmou seu compromisso de garantir a segurança do aliado asiático. “Vamos trabalhar em conjunto para promover os nossos interesses comuns, que são numerosos na região, incluindo a liberdade de navegação e defesa contra a ameaça nuclear e de mísseis da Coreia do Norte”, afirmou Trump.

Por sua vez, Abe declarou que o lançamento do míssil era “absolutamente intolerável” e pediu que a Coreia do Norte “respeite plenamente” as resoluções do Conselho de Segurança da ONU que proíbem testes balísticos.

O presidente em exercício da Coreia do Sul, Hwang Kyo-a, disse que seu país vai responder para punir a Coreia do Norte.

Diário do Nordeste