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Polícia e premiê francês acreditam que agressor do Louvre queria realizar ataque terrorista

Agressor do Louvre gritou ‘Alá é grande’, diz polícia de Paris (Foto: Alain Jocard/AFP)

O primeiro-ministro francês, Bernard Cazeneuve, e o chefe da força policial da capital francesa, Michel Cadot, acreditam que o homem que atacou um soldado nesta sexta-feira (3) no museu do Louvre, em Paris, queria realizar um ataque terrorista.

“Esta agressão é visivelmente um ataque terrorista”, disse o primeiro-ministro, Bernard Cazeneuve.

“Estamos lidando com um ataque de um indivíduo que era claramente agressivo e representava uma ameaça direta, e cujos comentários nos levam a pensar que ele gostaria de ter realizado um ataque terrorista”, disse Cadot.

“Também havia um segundo indivíduo que estava com comportamento suspeito, e também foi detido, mas por ora não aparenta haver uma ligação entre este indivíduo e o ataque”, acrescentou Cadot.

O porta-voz do Ministério do Interior da França, Pierre-Henri Brandet, destacou que ainda não se sabe a identidade e a nacionalidade dos dois detidos.

O chefe de polícia disse que o soldado que foi atacado sofreu ferimentos leves, e que outros soldados atiraram cinco vezes contra o agressor, ferindo-o.

Ele acrescentou que não foram encontrados explosivos na bolsa do agressor do Louvre.

Ameaça terrorista

O ataque aconteceu em um contexto de forte ameaça extremista islâmica na França, atingida por uma série de ataques jihadistas sem precedentes nos últimos dois anos.

De acordo com o chefe da polícia, o agressor, armado com pelo menos um facão, correu em direção aos policiais e militares no Carrousel du Louvre, perto do museu, fazendo ameaças e gritando “Allah Akbar” (Alá é grande, em árabe).

O público que estava no museu no momento do ataque, cerca de 250 pessoas, foi mantido afastado e confinado em uma parte do museu segura, segundo Cadot.

A França está sob o regime excepcional de estado de emergência desde os ataques em novembro de 2015 (130 mortes) em Paris, e soldados patrulham diariamente as ruas e locais turísticos da capital.

Atingida duas vezes em 2015 por ataques extremistas sem precedentes, a França vive com medo de novos ataques, apesar de um aparato de segurança drasticamente reforçado.

O grupo Estado Islâmico, que tem perdido terreno no Iraque e na Síria, onde proclamou um califado em 2014, ameaça regularmente a França, em retaliação à participação do país na coalizão militar internacional que combate os extremistas nos dois países.

O EI também defende ataques contra os “infiéis” sempre que possível e tenta exportar para a Europa, graças aos extremistas que retornam da Síria, com um mandato para conduzir operações em solo europeu.

G1