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Neil Gorsuch é indicado para Suprema Corte

O juiz, de 49 anos, foi indicado pelo presidente estadunidense, Donald Trump, para ocupar a nona cadeira e fortalecer a ala conservadora daquela casa. (Foto: AFP)

Washington. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou ontem o juiz Neil Gorsuch, de 49 anos para ocupar a nona cadeira da Suprema Corte americana, inclinando a balança da Casa a favor dos conservadores.

“O juiz Gorsuch possui um intelecto magnífico, uma educação legal sem paralelo e o compromisso com a interpretação da Constituição de acordo com o texto. Será um juiz incrível para a Suprema Corte tão logo seja confirmado pelo Senado”, justificou o presidente.

A Suprema Corte americana é composta por nove juízes designados pelo presidente da República para um mandato vitalício, ainda que devam ser confirmados pelo Senado.

Procurador-geral

Senadores democratas dos Estados Unidos, por outro lado, atacaram o candidato a ocupar um cargo de procurador-geral, Jeff Sessions, ontem, antes de uma votação do comitê sobre sua nomeação. As autoridades dizem que ele não tem a independência da procuradora Sally Yates, demitida na segunda-feira (30) por se recusar a defender o decreto do presidente Donald Trump que suspende a entrada de imigrantes de sete países de maioria muçulmana.

O Comitê Judiciário deverá votar hoje o encaminhamento da indicação de Session para o plenário do Senado mas o início da votação evidencia como o debate político se intensificou.

O decreto foi assinado na sexta-feira (27), gerando confusão entre alguns viajantes, enquanto autoridades de imigração tentavam interpretar a aplicação das novas regras. Yates pediu para que representantes do Departamento de Justiça não apoiassem a lei. Horas depois, ela foi demitida.

A senadora democrata Dianne Feinstein disse ontem que Yates foi corajosa, acrescentando que “isso é o que um procurador-geral deve estar disposto a fazer”. “Não tenho confiança de que o senador Sessions fará isso”, completou.

Em testemunho prévio, Sessions prometeu seguir as leis aprovadas pelo Congresso. “A função do procurador-geral é aplicar a lei”, ponderou.

Críticas

Republicanos do painel, incluindo alguns que haviam manifestado apoio a Yates criticaram fortemente sua atitude e disseram que o presidente Trump estava certo em demiti-la.

“É realmente uma vergonha”, disse o republicano John Cornyn. “Eu espero que ela não seja lembrada por isso em sua carreira”, completou.

O presidente do Comitê Judiciário, o republicano Charles Grassley, expressou frustração com a situação, incluindo o que ele chamou de demora na instalação de Sessions.

“Um país sem um procurador-geral, como vimos na noite passada, é um grande problema”, disse Grassley.

Diário do Nordeste