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Por novo título, Medina mira treinos no Peru, brilho na Austrália e três rivais

Após ficar em terceiro lugar nas duas últimas temporadas do Circuito Mundial, Gabriel Medina acredita que em 2017 ele tem tudo para ser coroado novamente campeão do mundo. O Circuito Mundial tem 11 etapas, sendo que valem os nove melhores resultados na corrida pelo caneco. No entanto, o surfista de 23 anos e o seu técnico e padrasto, Charles Saldanha, detectaram que é fundamental para ele obter grandes resultados nas três primeiras etapas, todas na Austrália. Isso foi importante no título mundial de 2014 e o atrapalhou na busca pelo bi em 2015 e 2016. Para simular as direitas de Snapper Rocks, palco da etapa que abre o Tour, no dia 14 de março, está quase certo que Gabriel fará sua pré-temporada no Peru.

– As três etapas na Austrália (Gold Coast, Margaret River e Bells Beach) são meu ponto fraco. É difícil de surfar, tem o fuso, é longe. São três etapas, com ondas diferentes uma da outra. No ano em que eu fui campeão mundial, eu consegui vencer na Gold Coast e fui bem nas outras duas. Nos últimos dois anos, fui mal. Depois são etapas que eu gosto e costumo me dar bem. É tentar fazer o meu melhor – disse Gabriel, em evento do seu novo patrocinador, em São Paulo.

Gabriel Medina surfe (Foto: Divulgação)

O Circuito Mundial reúne os 34 melhores surfistas do mundo – sendo que neste ano serão nove brasileiros. Quais devem ser os maiores rivais do fenômeno brasileiro na busca pelo título? Medina apontou o australiano Mick Fanning, o havaiano e atual campeão, John John Florence, e o também paulista Filipe Toledo, o Filipinho.

– Todos ali são muito difíceis de competir, mas o (tricampeão mundial) Mick Fanning vai dar o máximo por ser o último ano dele competindo. Também coloco o John John, por vir de um título mundial, e o Filipinho. Esses três são os mais chatos.

Número quatro do mundo em 2015 e décimo colocado no Mundial do ano passado, Filipinho não é apontado à toa por Medina. No meio do surfe se espera que o jovem de 21 anos, natural de Ubatuba, mas residente em San Clemente (EUA), seja um dia campeão mundial.

Gabriel Medina vê Filipe Toledo Adriano de Souza Mineirinho Nas Ondas Noronha (Foto: David Abramvezt)

– No ano passado, o Filipe teve lesão, nasceu a filha dele e ele teve outras coisas para se preocupar. Esse ano depende dele. Ele tem alguns pontos fracos que ele já sabe como consertar. É um grande adversário.

Como o surfe depende das condições do mar em cada bateria e da avaliação subjetiva dos juízes, Medina espera ter mais sorte em 2017. Na última temporada, ele saiu do sério em algumas etapas por não conseguir mostrar o seu melhor.

– É difícil, porque às vezes não é minha culpa. A gente depende da natureza. Eu acabo ficando bravo, mas eu sempre tenho a minha família do meu lado. Eles me acalmam.

Novamente em casa após pouco mais de uma semana na Indonésia, Gabriel curtirá uns dias de férias ao lado da sua família. Ele aproveitará o período em Maresias, no litoral norte de São Paulo, para inaugurar por lá, na próxima terça-feira, o Instituto Gabriel Medina, que dará oportunidade para jovens carentes de realizarem o sonho de ser surfista, dentre outras atividades beneficentes e culturais.

GE