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Atirador da Flórida tinha transtornos psicológicos, diz irmão

Atirador que matou cinco pessoas no aeroporto internacional de Fort Lauderdale, Flórida
Atirador que matou cinco pessoas no aeroporto internacional de Fort Lauderdale, Flórida

O atirador Esteban Santiago, que matou cinco pessoas em um aeroporto da Flórida, nesta sexta-feira, foi militar do Exército americano e estava tratando problemas psicológicos, disse seu irmão. Em entrevista à agência Associated Press, Bryan Santigo afirmou que sua família recebeu uma ligação da namorada do atirador recentemente e a mulher lhes alertou sobre a situação de Esteban.

De acordo com fontes da emissora ABC, o atirador de 26 anos pegou um voo de Anchorage, no Alaska, até Minneapolis, na noite passada, e depois embarcou para o aeroporto de Fort Lauderdale, onde abriu fogo. Um revólver foi despachado legalmente em sua bagagem.

Segundo testemunhas, Santiago tirou a arma da mala em um banheiro do Terminal 2, dentro da área de recebimento de bagagem, e atirou aleatoriamente contra outros passageiros, recarregando o revólver diversas vezes. O jovem foi detido ainda no local e não resistiu à prisão, informou a polícia.

Segundo Bryan, seu irmão nasceu em Nova Jersey, mas se mudou para Porto Rico aos dois anos. Ele cresceu na ilha e serviu como militar da Guarda Nacional no território por alguns anos. Em 2010, Esteban foi enviado para o Iraque onde serviu durante um ano, informaram autoridades porto-riquenhas.

O atirador vivia no Alasca nos últimos anos e, de acordo com a rede CBS, serviu na Guarda Nacional até agosto de 2016, quando foi dispensado por “performance insatisfatória”. Ultimamente, o atirador prestava serviços para a empresa de segurança Signal 88, na cidade de Anchorage.

Alucinações

Em novembro, Santiago foi ao escritório do FBI em Anchorage e relatou uma série de teorias da conspiração, informou uma fonte da rede ABC. O jovem teria afirmado, inclusive, que estava sendo forçado pelo governo americano a assistir vídeos do grupo extremista Estado Islâmico (EI). Santiago pareceu incoerente ao ser entrevistado por agentes e, por isso, foi enviado para uma avaliação psicológica.

MSN