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Para economizar, Sejus vai dobrar nº de preso com tornozeleira eletrônica

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A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) pretende dobrar o número de detentos que utilizam tornozeleiras eletrônicas no Ceará. Atualmente, o estado possui 1.100 presos em regime aberto e semiaberto que são monitorados pelo sistema.

Para o titular da Sejus, secretário Hélio Leitão, o monitoramento eletrônico é uma boa alternativa ao encarceramento, tendo em vista que o estado tem atualmente mais de 24 mil presos. O secretário diz que o monitoramento por tornozeleira eletrônica custa ao estado R$ 250 por preso ao mês, enquanto a prisão comum, em presídio, pode custar até R$ 1 mil.

“Nós também temos uma central de alternativas penais onde essas pessoas são acompanhadas por psicólogos e assistentes sociais. Nós temos trabalhos com grupos reflexivos, grupos de narcóticos anônimos, grupos alcoólicos anônimos. Então há todo um trabalho de acompanhamento, que não se limita à monitoração eletrônica”, afirmou o secretário.

Reincidentes
Apesar do monitoramento, a Sejus tem registrado casos de presos que voltam a cometer crimes mesmo utilizando as tornozeleiras. Em um dos casos, um assaltante que usava tornozeleira eletrônica foi flagrado furtando diversos objetos de uma casa no Bairro Sapiranga.

A população não concorda com o aumento do número de detentos em regime aberto com tornozeleiras. “Eu já vi muitas fazendo assalto com essa pulseira, então isso não é válido para a população em geral. Eles têm que tá preso (sic). O lugar do preso é na cadeia. Isso aí não vai resolver nada”, disse o autônomo Aldemir Lopes.

A Sejus informou que, quando percebe esse tipo de ação, aciona a Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops), que manda um carro da polícia que estiver mais próximo da ocorrência. A Secretaria da Justiça não contabiliza a quantidade de tornozeleiras violadas pelos detentos. A pasta acrescentou que o índice de reincidência dos presos é de 5%.

G1 CE