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Tributo a Legião Urbana, por Lívia Almeida

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Juventude reunida com os músicos do projeto intervenção musical (Foto: Daniel Sá)

É dezembro, dia 21 para ser mais exato, quase natal, está bastante frio,talvez chova… mas um monte de gente, das mais variadas “tribos”, resolve sair de suas casas  para sentar na Praça da matriz pra ouvir música, para ouvir Legião Urbana. Renato Russo acharia isso um barato, tenho certeza.

É difícil encontrar alguém que não goste de Legião Urbana. É difícil achar alguém que já não tenha sentado numa roda de violão com os amigos e não tenha entoado pelo menos uma de suas canções. É difícil achar alguém que não tenha, pelo menos uma vez, fechado os olhos e se emocionado cantando “…É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã…”. Ou, cantado com uma certa raiva um refrão (infelizmente) atemporal e que nunca fez tanto sentido “…nas favelas, no senado, sujeira pra todo lado, ninguém respeita a constituição, mas todos acreditam no futuro da nação, QUE PAÍS É ESSE?!…” (e o resto fica por conta da indignação da galera).

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Mesmo com risco de chuva, populares e pessoas de cidades vizinhas vieram prestigiar o evento (Foto: Daniel Sá)

E quem nunca sentiu que podia fazer qualquer coisa,  enquanto ouvia Tempo Perdido? “Todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou, mas tenho muito tempo, temos todo tempo do mundo…”. Será possível alguém na vida não se sentir melancólico ouvindo vento no litoral? “Sei que faço isso pra esquecer, eu deixo a onda me acertar, e o vento vai levando tudo embora…”. Ouvir os 9 minutos e 3 segundos de Faroeste Caboclo então, é obrigatório pelo menos uma vez na vida, saber a letra todinha é uma alegria dessas que só quem é fã vai entender.

Os músicos apresentaram sucessos da banda de rock Legião Urbana (Foto: Daniel Sá)
Os músicos apresentaram sucessos da banda de rock Legião Urbana (Foto: Daniel Sá)

E como foi lindo ontem, mais uma vez, ver uma galera reunida em tributo a um cara que compôs, cantou e embalou tantas gerações, e como foi gratificante ver músicas nem tão conhecidas assim reverberando naquela pracinha tão cheia de simbolismo, não tem como descrever, Renato diria que “…É verbo e substantivo, adjetivo e palavrão…”. Quantas novas e boas lembranças estão sendo construídas novamente naquele espaço? São muitos talentos reunidos em prol de um projeto tão bonito, são muitas pessoas acreditando nisso, tem uma galera que está feliz da vida já aguardando o próximo.

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“Foi incrível”, disse uma espectadora (Foto: Daniel Sá)

Uma cidade tão acolhedora como a nossa se constrói, dentre outras coisas, com afeto, partilha, cultura e tradição, em apenas um lugar podemos ver tudo isso refletido e a tradição vem justamente de acreditar. Acreditar que pode dar certo. Uma noite de boa música com os amigos, com a família, ou mesmo sozinho, não diz apenas do lazer, diz sobre qualidade de vida, diz sobre ser acessível, diz sobre ser por nós e para todos nós.  Renato dizia que a Legião somos todos nós, que acreditamos naquelas letras tão ácidas, tão doces e tão verdadeiras.  Ontem eu vi, ‘Legião Omnia Vincit’ A legião tudo vence. Ela somos nós, que “somos tão jovens”. A Legião Vive.

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Texto escrito pela estudante de Psicologia Lívia Almeida.