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Lava Jato atingiu ‘grau de loucura’ na ‘perseguição’ contra Lula, diz defesa de petista

Resultado de imagem para lulaA defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o caso do terreno relatado na suposta delação de executivos da Odebrecht mostra que a Operação Lava Jato atingiu “grau de loucura” “na sua perseguição contra o ex-presidente”. A declaração publicada no Facebook está relacionada a reportagem da Folha de S.Paulo, publicada na edição desta quarta-feira (21). O texto informa que três delatores da empreiteira disseram, em depoimento à força-tarefa da investigação, que a Odebrecht comprou um terreno para a construção de uma nova sede para o Instituto Lula, que acabou não sendo feita.

“A Lava Jato abriu um processo contra Lula por ele não ter recebido um terreno, que segundo a operação, seria destinado ao Instituto Lula. A Lava Jato reconhece, porque é impossível não reconhecer, que o terreno não é nem nunca foi do Instituto Lula ou de Lula. É o grau de loucura que a Lava Jato chegou na sua perseguição contra o ex-presidente”, rebateu a defesa do ex-presidente.

A nota ironiza o modo como foi apresentada a denúncia do Ministério Público contra Lula ao dizer que os procuradores só perseguem delitos que existem na “imaginação de Power Point”. “E o juiz Sérgio Moro aceita uma denúncia absurda dessas em poucos dias, porque o importante é gerar manchete de jornal e impedir Lula de ser candidato em 2018”, emenda.

Delação

Em nota publicada no site do instituto, a defesa do ex-presidente diz não comentar supostas delações. “Delações não são prova, quanto mais supostas delações. O ex-presidente não solicitou nenhuma vantagem indevida e sempre agiu dentro da lei”, diz.

“O terreno nunca foi do Instituto Lula e tampouco foi colocado à sua disposição. O imóvel pertence a empresa particular que lá constrói uma revenda de automóveis. Tem dono e uso conhecido. Ou seja, a Lava Jato acusa como se fosse vantagem particular de Lula um terreno que ele nunca recebeu, nem o Instituto – que não é propriedade de Lula, nem pode ser tratado como tal, porque o Instituto Lula tem uma personalidade jurídica própria. Todas as doações feitas ao Instituto Lula estão devidamente registradas e foram feitas dentro da lei”, conclui.

Lula réu

A denúncia que tornou o ex-presidente Lula réu pela quinta vez, aceita na segunda-feira (19), já fazia relação com a sede do Instituto Lula. De acordo com o documento, parte de propina foi paga ao ex-presidente com a compra e manutenção de um imóvel em São Paulo, no qual foi instalado o Instituto Lula, avaliado em R$ 12,5 milhões, e com a compra de uma cobertura de R$ 504 mil em São Bernardo do Campo.