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Gangues não ‘pacificaram’ RMF ainda, diz sociólogo

Resultado de imagem para gangues fortalezaEnquanto a Região Metropolitana apresenta aumento de CVLIs em 2016, em comparação a igual período de 2015, Fortaleza registra uma queda vertiginosa no índice, de 39,8% (passando de 1.529 crimes para 920).

A variação do número de CVPs em Fortaleza também é menor que na RMF, apesar de ambas registrarem aumento. Entre janeiro e outubro, a Capital registrou 31.705 roubos no ano passado e 36.333 neste ano, acréscimo de 14,59%.

O sociólogo do Laboratório de Estudos da Violência (LEV), da Universidade Federal do Ceará (UFC), Luiz Fábio Paiva, afirma que um pacto entre facções criminosas organizou o crime na Capital e ‘pacificou’ áreas que eram marcadas por assassinatos e assaltos. “A maior influência de organizações criminosas, com intuito de estruturar melhor os mercados ilegais de drogas e armas, possibilitou amenizar as mortes na Capital. Esse processo, embora também tenha afetado a Região Metropolitana, não se deu na mesma intensidade e é preciso aguardar os próximos meses para observar como ele vai impactar a violência nas mediações de bairros que incorporaram uma nova dinâmica do agir no mundo do crime”.

Para Paiva, são os próprios criminosos que definem como e onde vão agir. “Enquanto imperar uma lógica de programas sem mudanças profundas na maneira de como o Estado trata o crime, infelizmente, continuaremos nos debruçando sobre dados que avançam e recuam, mas não se resolvem porque são dependentes muito mais da lógica dos envolvidos nos crimes do que na lógica dos que deveriam exercer algum controle sobre essas práticas”, finaliza.

De acordo com o secretário-adjunto da SSPDS, coronel Lauro Carlos de Araújo Prado, a violência está migrando por causa da Polícia. “A Capital concentra o maior número de policiais, o que acaba ’empurrando’ os ‘delinquentes’ para a Região Metropolitana”, afirma.

Diário do Nordeste