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Prefeito eleito é preso por corrupção antes mesmo da posse em Mulungu

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A Operação aconteceu nesta quarta-feira (7) (FOTO: Divulgação)

Nesta quarta-feira (7), o Ministério Público Federal no Ceará, em parceria com a Polícia Federal e o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou a Operação Três Climas, que desarticulou um organização criminosa que realizava desvios de recursos públicos da Educação, Turismo e Esporte nos municípios de Itapipoca, Ocara e Pacajus. Nessa ação, um empresário eleito prefeito de Mulungu foi preso.

A investigação conjunta apontou que os desvios ocorriam por meio de fraudes em licitações e superfaturamento na execução de contratos promovidos pelas prefeituras. A Operação envolveu 107 polícias federais. Já foram cumpridos 24 mandados de buscas e apreensão e 7 mandados de prisão preventiva, sendo que 4 secretários de educação e 3 empresários. Um deles, Robert Viana, que foi eleito prefeito de Mulungu nas últimas eleições.

Os recursos eram provenientes do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (Pnate) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Além disso, também foram apontados desvios de verbas públicas em convênios firmados com os Ministérios do Turismo e do Esporte.

Os contratos sob suspeita foram celebrados entre os anos de 2012 e 2015. De acordo com a Polícia Federal, “o potencial lesivo da quadrilha está demonstrado no fato de que somente uma das empresas contratadas pelas três prefeituras superfaturou os serviços de transporte escolar em mais de R$ 10 milhões”.

O esquema envolvia um núcleo de agentes públicos (incluindo secretários municipais e servidores das prefeituras) e um núcleo empresarial. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva, três mandados de prisão temporária, seis mandados de condução coercitiva e 24 mandados de busca e apreensão na manhã de 7 de dezembro.

Os envolvidos responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, fraude em licitação, dispensa indevida de licitações, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Os acusados seguem presos na Superintendência da Polícia Federal. Eles irão responder pelos crimes de peculato, corrupção ativa, fraude em licitação, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A pena pode chegar a 10 anos de prisão.

Tribuna do Ceará