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‘Ansiedade menor’, relata aluna do Ceará que teve Enem 2016 adiado

Aluna do Ceará que teve a prova do Enem adiada, Pamela Bessa relata ansiedade menor (Foto: Arquivo pessoal)
Aluna do Ceará que teve a prova do Enem adiada, Pamela Bessa relata ansiedade menor (Foto: Arquivo pessoal)

Em Fortaleza, 432 candidatos devem fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016 neste sábado (3) e domingo (4), após o adiamento das provas por causa das ocupações estudantis. Entre estudantes que aproveitaram o tempo para estudar mais e adiar o início das férias, há ainda quem relate a frustração de não realizar o vestibular da Universidade Estadual do Ceará (Uece), que também ocorre neste fim de semana, mas uma ansiedade menor para as provas do Enem.

É o caso da estudante Pamela Bessa, de 17 anos. Aluna do 3º ano do ensino médio do Liceu do Conjunto Ceará, ela conta que desacelerou os estudos após o adiamento do exame, mas diz sentir agora uma pressão menor. “Da outra vez, estava mais ansiosa. Então, nesse tempo, melhorou esse aspecto. Na escola, deu uma melhorada porque não tem tanta pressão como antes”, relata a estudante, que busca uma vaga no curso de Publicidade.

Como parte da preparação, a jovem foi com o pai de carro no último domingo de casa, no Genibaú, ao novo local de prova, uma escola particular no Bairro Cidade dos Funcionários, para conhecer o percurso e tentar evitar contratempos.

Às vésperas do exame, a meta é manter a rotina de sono e uma alimentação ‘tranquila’, sem novidades. “Não quero acordar tarde, quero sair de casa umas 9h30 para chegar lá por volta de 10h30. Agora é só descansar, porque se for querer estudar acaba que piora”, opina.

Já o estilo da prova do exame não é tão desconhecido. “Fiz o Enem em 2014, treinando, e foi muito cansativo. Nunca tinha passado pela experiência de fazer uma prova tão longa. Mas a gente vai fazendo simulando, se acostuma”.

Com relação ao vestibular da Uece, Pamela disse que chegou a se inscrever, mas decidiu não realizar a primeira dase. “Eu cheguei para fazer o Enem e adiou. Quando saiu a data da primeira e da segunda fase da Uece, desisti (do vestibular). Se eu passasse na primeira fase, ia ficar frustrada”, explica. “Na Uece, seria uma opção de curso. Fazendo o Enem, acredito que pega mais oportunidades: o Sisu, Prouni, Fies”, justifica.

Impacto
Sobre os estudos após adiamento, a jovem conta que se sentiu desmotivada. “Não me dediquei tanto agora. Estudei muito no decorrer do ano, fazia cursinho. O ano inteiro foi dificil, mas chegar lá e descobrir que não faria a prova foi o pior. Queria me livrar logo porque o ano foi muito cansativo, ainda teve a greve nas escolas. Mas eu tentei, estudei o máximo que eu consegui”.

Pamela diz que, em seu colégio, conhece apenas uma aluna que também teve as provas adiadas. “Ela nem queria fazer, ficou desanimada. Eu que não deixei ela desistir. Ela chegou a ir ao local da prova na outra vez, foi de ônibus, demorou a chegar. Ela recebeu a mensagem no celular, mas já estava lá. Eu também fiquei chateada, mas nada que me deixasse desistir”.

Ocupação
A Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará (UFC), no Benfica, em Fortaleza, entrou na lista de locais que realizariam o Enem, mas que tiveram a aplicação cancelada devido às ocupações estudantis. Na manhã do dia 5 de novembro, os candidatos que chegaram ao local se depararam com a mensagem no portão do campus.

Aqueles que realizariam o exame nestes lugares vão fazê-lo em 3 e 4 de dezembro, conforme decisão do Ministério da Educação (MEC).

As ocupações foram realizadas por movimentos estudantis que protestam contra a PEC do teto dos gastos e a reforma do ensino médio. Conforme decisão do MEC, os locais que onde seriam aplicadas as provas do Enem e que não foram desocupadas foram excluídas do processo.