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Agente é julgado por homicídio

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O modelo e promotor de eventos Johnny Moura foi morto com um tiro na cabeça, em dezembro de 2015, após uma festa no bairro Dunas ( FOTO: ARQUIVO PESSOAL )

O agente penitenciário Renilson Garcia Araújo, acusado de assassinar o modelo, promotor de eventos e atleta Johnny Moura em dezembro de 2015, será julgado na manhã de hoje pelo Conselho de Sentença da 4ª Vara do Júri de Fortaleza. A sessão será presidida pelo juiz Antônio Carlos Pinheiro Klein Filho, titular da 4ª Vara do Júri. O crime ocorreu após uma festa eletrônica no bairro Dunas, na Capital.

Alguns dias após o crime, Renilson foi preso e confessou ter matado Johnny. Na época com 27 anos, o acusado trabalhava na Casa de Privação Provisória de Liberdade Desembargador Francisco Adalberto de Oliveira Barros Leal, mais conhecida como ‘Carrapicho’, em Caucaia.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), o acusado, que entrou no buffet onde a festa era realizada com arma de fogo, teria se envolvido em uma briga com a vítima por este acreditar que Renilson estaria olhando para a sua namorada. Já do lado de fora do estabelecimento, o réu se aproximou do veículo em que Johnny Moura estava e atirou na cabeça do modelo.

Em janeiro deste ano, durante audiência de custódia, a juíza Adriana da Cruz Dantas converteu a prisão de Renilson em preventiva. Em fevereiro, o juiz Antonio Carlos Pinheiro Klein Filho recebeu a denúncia contra o réu.

Os advogados Paulo Quezado e João Marcelo Pedrosa atuarão como assistentes do representante do MPCE. A acusação defende a tese de homicídio duplamente qualificado (motivo fútil com uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima).

O representante do agente penitenciário, o advogado Delano Cruz, afirmou que irá apresentar inicialmente a tese de homicídio privilegiado. “Ele foi agredido violentamente com um soco e após essa injusta provocação agiu sob violenta emoção”, afirmou. O defensor disse ainda que o objetivo também é retirar as qualificadoras e transformar o caso em homicídio simples. “Não houve motivo torpe e nem a vítima foi pega de surpresa”.

Diário do Nordeste