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Donald Trump não insistirá em investigar Hillary

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Foto: Reprodução

Nova York. O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, não insistirá nas investigações contra sua ex-adversária, Hillary Clinton, pelo caso envolvendo seus e-mails, como prometeu durante a campanha eleitoral, informou uma de suas assessoras, Kellyanne Conway.

“Acho que quando o presidente eleito diz (…) que não deseja buscar a abertura desse processo, está mandando uma mensagem forte, em tom e conteúdo a seus colegas republicanos”, afirmou Conway durante entrevista à rede de TV MSNBC.

Durante la campanha, Trump gerou consternação ao anunciar que, se eleito, iria instruir a instalação de um promotor especial para investigar o uso que Hillary fez de um servidor privado de correios eletrônicos enquanto era secretária de Estado e de sua Fundação Clinton.

Ontem, Conway afirmou que Hillary “ainda tem que enfrentar o fato de que a maioria dos americanos não a considerar honesta ou confiável”.

Ultradireita

Donald Trump distanciou-se ontem do movimento denominado ‘alt-right’, de ultradireita, que o apoiou durante a campanha, segundo ele próprio declarou.

“Eu o desautorizo e condeno”, disse Trump sobre o movimento, em meio a um escândalo provocado por um vídeo divulgado de uma conferência recente deste movimento, no qual os participantes comemoram o resultado da eleição presidencial com saudações nazistas, com o braço direito esticado.

Trump ainda negou que seu recém-nomeado assessor de assuntos estratégicos, Steve Bannon, seja um extremista de direita e um racista, em meio a mais uma polêmica, desta vez, causada por sua nomeação.

“Se eu achasse que ele é um racista ou um ‘alt-right’, ou o termo que quisermos utilizar, eu não teria pensado em contratá-lo”, disse o presidente eleito.

Política externa

Trump anunciou que os Estados Unidos vão se retirar do tratado comercial transpacífico (TPP) no primeiro dia de sua presidência, uma das suas seis medidas essenciais para colocar a “América em primeiro lugar”.

No primeiro dia de sua presidência, Donald Trump, quando será investido 45º presidente dos Estados Unidos em 20 de janeiro, iniciará o processo de retirada do país do TPP, assinado em 2015 por doze países da região da Ásia-Pacífico, mas sem a China. No lugar, Donald Trump quer negociar tratados “bilaterais”, que segundo ele “vão trazer empregos e indústria para solo americano”.

“O TPP sem os Estados Unidos não teria sentido”, disse o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, em visita a Argentina.

Para entrar em vigor, esta parceria deve ainda ser aprovada pelo Congresso americano, dominado pelos republicanos.

E em uma nova reviravolta nas práticas diplomáticas, o bilionário também disse que via o chefe do partido anti-europeu Ukip Nigel Farage como embaixador da Grã-Bretanha nos EUA, provocando uma resposta áspera de Downing Street (centro do governo britânico).

O líder populista, que chegou ao poder com propostas antiglobalização, explicou em um vídeo postado na segunda-feira (21) suas seis medidas essenciais para seus primeiros 100 dias de governo, todas baseadas em um princípio fundamental: América em primeiro lugar”.

Para a segurança nacional, o principal assessor de Trump será o ex-general Michael Flynn, grande crítico do extremismo islâmico e indulgente com a Rússia. Ele não fez qualquer outra menção ao muro que propôs entre o México e os Estados Unidos, ou sobre a expulsão de milhões de imigrantes em situação irregular, a limitação de entrada no território de muçulmanos.

Trump assegurou também que estuda uma eventual retirada de seu país dos acordos de Paris sobre as mudanças climáticas, embora tenha afirmado que mantém a “mente aberta” quanto a esse assunto.

Diário do Nordeste