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Ataque mata alto líder da Al Qaeda

O egípcio Abu Afghan al-Marsi foi morto após o bombardeio de um drone americano (Foto: Agência France Presse)

Sarmada. Um líder de alto perfil da rede Al-Qaeda foi morto em um ataque aéreo realizado com um “drone” americano na Síria, anunciou o Pentágono. Lançado em 18 de novembro perto de Sarmada, no noroeste da Síria, o ataque teve como alvo Abu Afghan al-Masri, disse ontem o secretário de Comunicação do Pentágono, Peter Cook.

“Al-Masri, egípcio, originalmente se integrou à Al-Qaeda no Afeganistão e, mais tarde, passou para a organização na Síria”, afirmou Cook, ressaltando que Masri tem ligações com grupos “terroristas” que operam no sudoeste da Ásia.

O Pentágono não deu mais informações sobre o extremista, limitando-se a afirmar que se trata de uma pessoa “com um papel de líder” na Al-Qaeda. “Ajudou a organizar as atividades da Al-Qaeda” e estava “sob nosso radar há um tempo”, acrescentou Cook. Uma coalizão liderada pelos Estados Unidos combate o grupo Estado Islâmico na Síria, assim como os líderes de outros grupos, como a antiga Frente Al-Nosra, agora intitulada Fatah al-Sham. Em outubro, o Pentágono anunciou que um ataque aéreo dos Estados Unidos perto de Idlib atacou o líder da Al-Nosra Ahmed Salama Mabrouk, um egípcio também conhecido como Abu Faraj.

‘Terroristas globais’

Os Estados Unidos classificaram um francês veterano da Legião Estrangeira como suspeito de planejar os sangrentos ataques em Paris e Bruxelas.

O Departamento de Estado americano acrescentou Abdelilah Himich, também conhecido como Abu Suleiman Al-Faransi, à sua lista de “nomes especiais de terroristas globais”. A informação é que foram encontrados 300 nomes fortes do Estado Islâmico de “terroristas europeus estrangeiros da célula combativa” que supostamente ajudaram nos atentados.

Em novembro de 2015, islâmicos atacaram a casa de espetáculos Bataclan em Paris, dispararam contra cafeterias e explodiram uma bomba do lado de fora de um estádio, matando 130 pessoas e ferindo centenas.

Em março, homens-bomba mataram 32 pessoas em ataques ao aeroporto de Bruxelas e a uma estação do metrô.

De acordo com o Departamento de Estado, Himich ajudou a planejar e providenciou homens para lutar nesses ataques.

Armas químicas

Uma nova análise feita pela IHS Markit mostra que o Estado Islâmico utilizou armas químicas ao menos 71 vezes desde 2014 tanto na Síria como no Iraque. Segundo uma nota da consultoria, existe grande possibilidade de que o grupo irá utilizar as armas na cidade de Mosul contra civis ou forças militares.

Diário do Nordeste