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Após enquete, Fátima Bernardes é alvo de ataques na web

Pergunta fazia referência a situação vivida por personagem de um médico do filme “Sob Pressão”, que estreou no mesmo dia da realização da enquete (Foto: reprodução)

Fátima Bernardes se tornou mais uma vítima da intolerância na Internet, após realizar enquete no “Encontro” da última quinta-feira, 17. A apresentadora questionou os convidados do programa sobre quem deveria ser socorrido primeiro: um traficante em estado grave ou um policial levemente ferido. A questão foi lançada devido à estreia do filme “Sob Pressão”, de Andrucha Waddington, o qual retrata os dilemas vividos por médicos da rede pública de saúde, inclusive o mesmo da enquete.

“Quando precisar da polícia @fbbreal não liga pra ela não, liga para o traficante”, escreveu um usuário no perfil oficial de Fátima no Instagram. Diversas fotos da apresentadora estão sendo comentadas com críticas negativas à enquete, inclusive com a hashtag #euescolhosalvaropolicial.

Usuários lançaram críticas nas redes sociais da jornalista (Foto: reprodução/Instagram)

 

Os comentários ganharam força depois que a maior parte dos convidados, diante da situação hipotética, escolheriam salvar o traficante.

Nesse domingo, 20, o deputado Jair Bolsonaro reforçou os ataques à jornalista, em vídeo publicado na web. “Como chegamos a esse estado de coisas?”, questiona o político, fazendo referência à morte de policiais de um helicóptero que caiu na favela Cidade de Deus, no Rio, no último sábado, 19.

No vídeo, Bolsonaro menciona o “Encontro com Fátima Bernardes”, como uma das razões para o “estado de coisas” que mencionou. “Os motivos, podemos identificar alguns”, afirma. “Uma mídia completamente parcial, haja visto a questão agora de Fátima Bernardes, que prefere conduzir o seu programa dando mais atenção a um traficante ferido do que a um policial, um herói a serviço nosso nas ruas”, diz o deputado.

Contudo, de acordo com o secretário de Segurança do Estado do Rio, Roberto Sá, não foram encontrado sinais de perfurações por arma de fogo nem nos agentes falecidos nem no helicóptero, conforme noticiou o G1.

Até o fechamento desta matéria, Fátima Bernardes ainda não comentou sobre os ataques.

Redação O POVO Online