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Ubajara, frio, feriado e Belchior

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Artistas de Ubajara que prestaram tributo ao cantor e compositor Cearense Belchior.

Cidade pequena, clima agradável, começo de noite, missa na matriz, gente bacana reunida e tributo a Belchior na praça. Poderia até ser final de novela das 6, mas aconteceu, eu fui e vi. Gente nova e talentosa resgatando boa música para uma plateia de todas as idades, gêneros e tribos.

Celebrar a vida, as amizades, os encontros, reencontros e, porque não? Os desencontros também. Belchior é um compositor da vida, e trata dela de maneira bela e bélica, não usa de eufemismos para falar do viver. Suas músicas nos descem a “palo seco”, mas mesmo assim, nos chegam doces aos ouvidos, só uma pessoa com talento singular é capaz de tal proeza.

Ouvir as músicas de Belchior cantadas em lugar tão simbólico, por pessoas tão comprometidas com a importância desse artista, com a grandiosidade dessas letras… sentindo cada palavra e cada melodia, e de repente perceber aquele local tomado de crianças, que talvez o tenham ouvido pela primeira vez, jovens que buscam em suas letras a rebeldia necessária, pessoas mais maduras buscando ainda se reconhecer naquelas músicas e idosos deleitando-se em pura nostalgia, foi lindo, foi mágico.

Teve música, amigos, conversas, risadas, memórias vindo à tona e memórias sendo construídas naquele momento. Teve tudo que uma grande festa tem que ter, pois apesar de não ser esse o ideal, foi bem assim que nos sentimos, em festa. Obrigada aos idealizadores, aos colaboradores, e em especial a Nadinne Anjos, Dyego Moraes, Lucas Edley, Pedro Henrique Fernandes e Rafael Oliveira pelo presente que foi a noite de ontem. Que Ubajara possa resgatar sempre mais e mais eventos como esse, pois se tem uma coisa que não falta em nossa cidade são talentos, e sempre vai ter uma galera bacana querendo prestigiar momentos como esse.

Belchior foi bem representado. Afinal, “Minha alucinação é suportar o dia-a-dia, e o meu delírio é a experiência com coisas reais.” Vivamos o real e aproveitemos toda a qualquer experiência. Pelo direito de voltar, e de desaparecer também.

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Texto escrito pela estudante de Psicologia Lívia Almeida.

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