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Policiais civis terminam a greve. Em 18 dias de paralisação, a Polícia Civil deixou de instaurar cerca de 600 inquéritos

Policiais civis terminam a greve. Em 18 dias de paralisação, a Polícia Civil deixou de instaurar  cerca de 600 inquéritos

Após 18 dias de paralisação de suas atividades, policiais civis cearenses decidiram retornar ao trabalho e tentar novamente mais uma rodada de diálogo com o Governo do Estado. A decisão foi tomada numa assembleia-geral da categoria realizada na noite de segunda-feira (14) no acampamento que os grevistas haviam montado, há 27 dias, em frente ao Palácio da Abolição, na Avenida Barão de Studart, bairro Meireles, nesta Capital.

Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Ceará (Sinpol), Francisco Lucas de Oliveira, a categoria decidiu, mais uma vez, demonstrar ao governo que está pronta para uma negociação, muito embora já tenha recebido do Executivo, através do chefe de gabinete do Governador Camilo Santana (PT), Élcio Batista, a informação de que a classe já foi beneficiada com aumento de salário e promoções.

A categoria, no entanto, contesta a versão de Batista e diz que, o que houve foi tão somente um pacote de promoções que não beneficiou toda a categoria. Promoções que vieram depois de anos, à exemplo do que aconteceu na Polícia Militar.

Durante os 18 dias de greve, as delegacias da Capital funcionaram parcialmente. Registros de Boletins de Ocorrência (B.O.) foram suspensos e as poucas DPs que funcionaram (apenas duas por dia) se limitavam a realizar flagrantes. A categoria estima que cerca de 600 inquéritos policiais para a apuração de crimes deixaram de ser instaurados, além de milhares de B.Os.

No Interior do Estado, a greve foi ainda mais intensa, com praticamente todas as delegacias municipais e regionais fechadas, causando um grande transtorno para a população.

Por FERNANDO RIBEIRO
Ceará News 7