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Edílson e Dourado são punidos pelo STJD após confusão no Gre-Nal

STJD julga confusão em Gre-Nal do dia 16 (Foto: Ricardo Duarte/ SCI)

O Supremo Tribunal de Justiça Desportiva julgou nesta quinta-feira os acontecimentos da 32ª segunda rodada do Campeonato Brasileiro, que envolveu a partida entre Grêmio e Internacional, no dia 16 de outubro. Após o fim da sessão, o STJD informou que o tricolor Edílson será suspenso por cinco jogos e o colorado Henrique Dourado pegará apenas um duelo de gancho.

Enquanto o lateral direito ex-Corinthians foi enquadrado por “agressão”, o volante medalhista de ouro com a Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos do Rio 2016 teve que responder à acusação de “ato desleal ou hostil”.

Edílson alegou que apenas respondeu a uma agressão prévia de Dourado, durante a confusão. Já o meio-campista disse que foi agredido primeiro pelo adversário.

“A jogada começou na falta que o Vitinho deu um soco no adversário e rolou a confusão com o intuito de separar. Nesse momento o Dourado me da um soco no rosto e eu de cabeça quente acabei revidando. Sei que errei, mas após a expulsão fui até o árbitro, mostrei a camisa com sangue e disse a ele que revidei por ter sido agredido”, se defendeu o gremista.

“O Vitinho tenta pegar a bola para dar seguimento o jogo, nisso a equipe do Grêmio chega no Vitinho. Depois acabei tomando um soco. Sai de campo e de tanta pressão acabei sendo expulso”, apresentou o atleta do Inter.

Como decisão final, se utilizando de vídeos e da súmula feita pelo árbitro Francisco Carlos do Nascimento, responsável pelo confronto, o Subprocurador-geral Leonardo Andreotti apontou uma agressão mais acintosa pela parte de Edílson e criticou todo o ocorrido.

“O que vimos nas imagens é algo a ser elidido para que tenhamos um futebol e que mantenha o sistema e o interesse público na modalidade”, avaliou Leonardo.

A decisão não possui caráter irrevogável, uma vez que os representantes dos clubes ainda podem entrar com recurso. Vitinho, do Inter, Bolanos, do Grêmio e o juiz da partida também foram julgados, mas absolvidos de quaisquer acusações.

MSN