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Dias Toffoli cede à pressão política e suspende julgamento da ação que proíbe réus na linha de sucessão da Presidência

Dias Toffoli cede à pressão política e suspende julgamento da ação que proíbe réus na linha de sucessão da Presidência

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), cedeu, na tarde desta quinta-feira (3), à pressão política e pediu vista no julgamento da ação que proíbe réus de ocuparem cargos na linha sucessória da Presidência da República.

Apesar do julgamento estar suspenso, seis ministros, dos onze que compõem a Corte, já votaram a favor da ação. Ao pedir vista, Toffoli conseguiu a suspensão do processo, que, agora, não tem prazo para que o caso volte à pauta da Casa.

Renan Calheiros

Na última semana, o presidente do Senado, Renan Calheiros, protagonizou uma briga particular com o Judiciário. O senador posicionou-se de forma agressiva contra a Operação Métis, que prendeu quatro membros da Polícia Legislativa, que atua no Congresso Nacional, acusados de obstruírem a Operação Lava Jato.

O Supremo respondeu aos ataques do parlamentar pondo, na pauta da Casa, a ação que impede réus de ocuparem cargos na linha sucessória e ameaçando julgar Calheiros no inquérito que envolve o caso com a jornalista Mônica Veloso e a filha do casal. Uma empreiteira estaria pagando as despesas com as duas em acordo com o senador.

Por sua vez, Calheiros ameçou retirar benefícios do Judicária através da aprovação de projetos protocolados na Câmara e no Senado. A briga entre Renan e o Judiciário foi acalmada com a suspensão da Operação Métis, decretada pelo ministro do STF Teori Zavascki, e, agora, com a suspensão do julgamente pelo Toffoli.

A ação, caso aprovada, deixaria em risco a presidência de Renan no Senado. O parlamentar é alvo de 13 inquéritos no STF e pode se tornar réu caso a Corte decida julgar algum dos casos.

Linha sucessória

Compõem a linha sucessória o presidente da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal. Ministros poderão mudar o voto quando o julgamento for retomado.

Os ministros Marco Aurélio, Teori Zavascki, Edson Fachin, Rosa Weber, Luiz Fux e Celso de Mello votaram a favor.

 

Maurício Moreira
Ceará News 7