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Técnica da UE sugere replicar projeto cearense

projeto O projeto de prevenção às drogas “Sim à Vida”, realizado pelo Movimento de Saúde Mental Comunitária do Bom Jardim, com 317 crianças e adolescentes de áreas vulneráveis de Fortaleza e da Região Metropolitana foi avaliado como “extremamente positivo” pela técnica especialista em monitoramento, Juliana Garcia Salinero, enviada pela União Europeia (U.E.) ao Ceará. A técnica passou a última semana na Capital e concluiu ontem o relatório. A recomendação, que será enviada por ela à U.E. – financiadora da iniciativa cearense -, é de replicação do projeto em países como Equador e Bolívia.

Na Capital, Jualiana Garcia, técnica especialista em monitoramento, executou o Monitoramento Orientado para Resultados (ROM) adotada pela U.E., segundo ela, para avaliar os projetos que têm financiamento deste bloco de países europeus em qualquer território do mundo. No Brasil, conforme ela, há outros 16 enviados da U.E. Realizando esse monitoramento em outros estados, além do Ceará.

As atividades de prevenção às drogas, que incluem crianças entre 7 e 14 anos e familiares, são desenvolvidas pelo Movimento de Saúde Mental Comunitária do Bom Jardim desde 1998. Mas somente em março de 2015 passou a receber recursos da União Europeia e da fundação alemã Christoffel-Blindenmission (CBM), ao vencer um edital público. A cooperação se estenderá até fevereiro de 2019.

Para os quatro anos de atividade estão previstos o repasse de 946 mil euros ao Movimento, sendo 25% dos recursos oriundos da CBM e 75% da U.E. A visita da técnica se dá pela “necessidade de sistematizar processos”. Juliana aponta quatro critérios estabelecidos na avaliação: relevância (resolução dos problemas), eficiência (realização e aproveitamento das atividades), eficácia (uso dos recursos) e sustentabilidade (continuidade) do projeto foram registrados como “muito positivos” por ela.

Jovens

Entrevistas foram realizadas com gestores do poder público – de Fortaleza e de Maracanaú – que apoiam as ações, com as crianças e jovens atendidos, com as famílias e os profissionais que realizam o trabalho.

A coordenadora do projeto Sim à Vida, Balbina Lucas, explica que a ação é realizada no Siqueira (99 crianças atendidas), na comunidade do Marrocos – Bom Jardim (84 crianças), na sede do Bom Jardim (47 participantes) e em Maracanaú (87 integrantes). Outras 210 crianças participam em atividades realizadas em escolas de Fortaleza. Um total de 90 mulheres das áreas assistidas recebem formação em corte e costura.

Fique por dentro

Trabalho adota práticas artísticas e musicais

A iniciativa utiliza o método de Abordagem Sistêmica Comunitária (ASC), em que as pessoas são acolhidas, ouvidas e sensibilizadas para a elevação da autoestima e o desenvolvimento dos potenciais criativos. Na ASC são adotadas práticas culturais, artísticas e musicais na tentativa de evitar o contato primário com as drogas. Assim como as demais ações executadas pelo Movimento de Saúde Mental, a prevenção ao uso de drogas trabalha os participantes na dimensão biopsicossocioespiritual.

De acordo com a coordenadora, 62% das crianças que integram as ações são do sexo masculino. Este é um dos gargalos verificados, explica ela, já que as meninas além de estarem em um contexto de vulnerabilidade ainda são “punidas” a não comparecerem às atividades do projeto.

Diário do Nordeste