Cármen Lúcia marca julgamento de ação que pode ameaçar presidência de Renan Calheiros

Cármen Lúcia marca julgamento de ação que pode ameaçar presidência de Renan Calheiros

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, marcou, nesta para o dia 3 de novembro o julgamento de uma ação, apresentada pela Rede Sustentabilidade, que impede que réus ocupem cargos na linha sucessória da presidência da República, como presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Caso a corte mantenha o entendimento que afastou da presidência da Câmara o ex-deputado cassado Eduardo Cunha, a decisão poderá afetar o presidente do Senado, Renan Calheiros, alvo de 11 inquéritos que tramitam no STF. Além disso, no dia 4 de outubro, o ministro Edson Fachin liberou para julgamento uma denúncia contra o parlamentar apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador.

Segundo a denúncia, Calheiros recebeu propina da construtora Mendes Júnior para apresentar emendas que beneficiaram a empreiteira. Em troca, as despesas pessoais da jornalista Mônica Veloso, amante do senador, seriam pagas pela empresa. Caso a Corte aceite a denúncia, Renan torna-se réu. Corre nos bastidores do STF que denúncia será a próxima na pauta da Casa.

Quem for fraco que se quebre

Após a prisão de quatro membros da Polícia Legislativa, no último dia 21, acusados, na Operação Métis, de obstruirem investigação da Lava Jato, Calheiros chamou o juiz que autorizou a ação de “juizeco” e pediu a cabeça do ministro da Justiça, Alexandre Moraes, a quem caracterizou como “chefe de polícia”.

Calheiros tentou articular, junto ao presidente Michel Temer, um encontro entre os chefes dos três poderes: Temer, Cármen, Renan e Rodrigo Maia, presidente da Câmara. Cármen Recusou o convite e deixou claro o descontentamento com o presidente do Senado.

 

Maurício Moreira