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Fotógrafa cearense faz campanha na internet para expor fotos de crianças refugiadas pelo Brasil

13442689_1157695514290476_5678419919015562033_oKarine precisa arrecadar R$ 11 mil para arcar com os custos da iniciativa. A fotógrafa decidiu lançar uma campanha de financiamento coletivo para conseguir repassar ao público o mesmo sentimento que sentiu ao fazer as fotografias.

As fotos de Karine foram feitas entre 2014 e 2015, durante viagem de caráter humanitário integrando missão da Organização Não-Governamental holandesa Al Wafaa Campaing. As imagens tentam captar as expressões de crianças e adolescentes palestinos que vivem em campos de refugiados nos países de guerra.

“A exposição tem objetivo de fazer um registro da infância nos campos de refugiados e gerar reflexões sobre a responsabilidade que a comunidade internacional tem diante da dura realidade da guerra e ausência de direitos sociais básicos, condições as quais essas crianças são submetidas”, destaca.

O trabalho de Karine deve circular por Brasília, Fortaleza, São Paulo e Curitiba, no Brasil, e Roterdã, na Holanda. Ao todo, serão exibidas 25 fotos de um projeto de dois anos de fotografia. Após as exibições, todas as fotos serão entregues a cada criança participante da iniciativa.

Situação Mundial

Vítimas da guerra, as crianças têm seus direitos humanos violados com a violência rasgando as páginas da Declaração Universal dos Direitos das Crianças, de 1959, e da Convenção dos Direitos das Crianças, de 1989.

Apesar disso, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), há hoje no mundo mais de 50 milhões de refugiados. Pessoas que devido a guerras e perseguições foram obrigadas a deixar suas casas. Cerca de 5 milhões são palestinos vítimas do conflito iniciado em 1948.

Aproximadamente um terço desses refugiados palestinos vivem hoje em campos para refugiados na Jordânia, na Síria, no Líbano e em Gaziantep, uma cidade turca situada na fronteira com a Síria. Estima-se que cerca de 80 mil crianças e adolescentes palestinos vindos da Síria estejam refugiados em Gaziantep.

Para Karine, essa é uma oportunidade de mostrar respeito às crianças refugiadas. “Ainda que não sejam respeitadas como crianças, protegidas como crianças, elas são crianças e é assim que devemos olhar para elas. Não voltar no passado e encará-las como pequenos adultos, mas sim defender o direito delas de serem crianças, uma semente que deve ser regada, não uma árvore de quem já queremos frutos e sombra. Esse trabalho é uma janela que pretende circular o mundo fazendo com que o olhar estrangeiro chegue até a infância palestina”, ressalta.

Serviço: