Ubajara Notícias

Policiais civis seguem acampados em frente à sede do Governo do Ceará

Grupo segue acampado na Avenida Barão de Studart. Uma tenda e barracas de camping foram montadas no local (Foto: Sinpol/Divulgação)
Grupo segue acampado na Avenida Barão de Studart. Uma tenda e barracas de camping foram montadas no local (Foto: Sinpol/Divulgação)

Um grupo de policiais civis seguem em um acampamento próximo ao Palácio da Abolição, sede do Governo do Estado do Ceará, no Bairro Meireles, em Fortaleza. O grupo está acampado desde a noite de quarta-feira (19).

Segundo a categoria, eles reinvidicam a desativação das carceragens nas delegacias, melhorias nas condições de trabalho e melhores salários. A ocupação é por tempo indeterminado e o objetivo principal é pressionar o Governo do Estado para recebê-los, a fim de realizarem uma negociação, de acordo com a categoria.

A Casa Civil, por meio de nota, informou que “estranha o posicionamento de parte da categoria dos policiais civis”. Segundo o órgão, todas as reivindicações estão sendo levadas à constante mesa de negociação. E que segue com diálogo permanente com a categoria. (leia abaixo nota na íntegra).

Bloqueio da Avenida Barão de Studart
A Avenida Barão de Studart segue bloqueada nos dois sentidos. Na quarta pela noite foram instaladas na avenida, barraca de camping, tenda, mesas e cadeiras. Os dois sentidos foram bloqueados pela Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC).

Volta de atendimento em delegacias
Uma portaria publicada na terça-feira (18) determina que a Polícia Civil volte a realizar o registro de boletins de ocorrências em todas as delegacias que haviam suspendido o atendimento no Ceará.

Conforme decisão do delegado geral da Polícia Civil, Andrade Júnior, posturas contrárias às orientações e determinações constantes da portaria e “das demais normas atinentes ao exercício pleno das atividades própria da Polícia Civil, poderão se traduzir em descumprimento de dever e/ou transgressão disciplinar com o que consta no Estatuto da polícia Civil de Carreira”.

Em resposta à portaria,  o Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpol) orientou que os policiais civis comuniquem por escrito ao superior hierárquico sobre a “insegurança que paira nas unidades policiais com constantes fugas e resgates de presos. Caso o delegado da unidade mesmo assim resolva fazer o atendimento normal, se responsabiliza totalmente por qualquer situação que por ventura venha a ocorrer”, afirma.

Atendimento suspenso
Desde o último sábado (15) as delegacias plantonistas não realizavam o procedimento de boletins de ocorrência. A suspensão foi feita nas unidades onde há presos à espera de transferência. A decisão, conforme o Sinpol, deveria seguir até que todos os presos encarcerados nos distritos policiais fossem levados para unidades prisionais do estado.

A Secretaria da Segurança e Defesa Social do Ceará (SSPDS) afirmou no domingo (16) que iria recorrer à Justiça casos os policiais civis do estado mantivessem as suspensão.

Força-tarefa
De acordo com a Secretaria da Justiça, na quinta e na sexta-feira foram realizadas 250 transferências de presos das delegacias para os presídios e que as transferências seguem ocorrendo. O sindicato dos policiais civis destaca que fazer a segurança dos presos nas unidades gera desvio de função dos policiais civis e os colocam em risco.

Na semana passada, dois bandos armados invadiram duas delegacias e resgataram presos que eram mantidos nas delegacias. Nos dois casos, policiais civis foram rendidos. O policiais alertam que, conforme a legislação, pessoas condenadas a prisão não podem ser mantidas nos distritos policiais.

Leia nota da Casa Civil na íntegra
“O Governo do Estado estranha o posicionamento de parte da categoria dos policiais civis, acampados nas cercanias do Palácio da Abolição.

Todas as reivindicações dos policiais levadas à constante mesa de negociação aberta entre o Governo e o sindicato da categoria foram atendidas; como a Lei das Promoções através do Plano de Cargos e Carreiras, com a descompressão da carreira, o que gera aumento médio de 25% na remuneração; e a atualização dos valores pagos aos integrantes da corporação por serviços de reforço extraordinário. Entre outros avanços, o Governo ainda reforçou em 26% o atual efetivo com a realização de concurso com 703 aprovados no Curso de Formação e 255 já nomeados.

A greve iniciada pela categoria no mês de setembro foi considerada ilegal pela Justiça e o serviço de transferências de presos das delegacias para o sistema penitenciário foi iniciado e já reduziu em 50% o número de detidos das unidades distritais.

O Governo reforça que segue com diálogo permanente com a categoria.”

G1 Ceará