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Aumento da gordura abdominal reduz produção do hormônio do crescimento

EuAtleta – mulher barriga coluna renke (Foto: Getty Images)

Manter uma boa composição corporal é importante para a saúde e, também, para a secreção do hormônio do crescimento. É o que evidencia o estudo de Miller K. publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, onde mulheres com índice de massa corporal (IMC) normal, mas com um aumento da gordura abdominal localizada apresentaram uma secreção do hormônio do crescimento diminuída.

O hormônio do crescimento, do inglês growth hormone (GH), é produzido pela glândula hipófise, localizada na base do crânio, e desempenha um importante papel no corpo humano. Ele é fundamental para o crescimento desde os primeiros anos de vida até quando atingimos idades mais avançadas, onde ele ainda é produzido.

Durante a noite, enquanto dormimos, ocorre a maior liberação do GH, que após secretado estimula as células do nosso fígado para a produção do IGF-1 ou fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1. O IGF-1 é uma proteína com 70 aminoácidos que recebe esse nome por ter a sua estrutura muito semelhante à insulina. A produção de IGF-1 é essencial para a nossa saúde por estimular o crescimento celular, diminuir o percentual de gordura corporal, aumentar o anabolismo e a definição muscular, aumentar a síntese proteica, a reparação celular e a performance cardiovascular.

Sabidamente uma diminuição da secreção de GH tem sido implicado como um fator de risco para as doenças cardiovasculares e mulheres com sobrepeso ou obesas apresentam uma redução da secreção do GH. No entanto, em mulheres com IMC normal é a primeira vez que um estudo evidencia a importância da composição corporal para a secreção do GH.
O risco da gordura abdominal localizada
Pode conferir um risco três vezes maior para doença cardíaca nas mulheres, em comparação com o acúmulo de gordura corporal no glúteo, por exemplo. Os riscos para a saúde associados com a adiposidade abdominal subcutânea e visceral são inúmeros e incluem: aumento marcadores inflamatórios, dislipidemia, resistência à insulina e esteatose hepática.

De fato, esses dados sugerem que a adiposidade abdominal pode ser associada com uma reduzida secreção do GH em mulheres saudáveis, mesmo na ausência de sobrepeso ou obesidade, e que a diminuição da secreção de GH pode estar associada com o aumento dos marcadores de risco cardiovascular.

EuAtleta - abdomen Arnold (Foto: Matheus Frigols)
Mulheres devem manter percentual de gordura entre 18 e 28% (Foto: Matheus Frigols)

Como avaliar a minha composição corporal e o percentual de gordura?
O acompanhamento da composição corporal é importante para a prevenção das doenças crônicas, cardiovasculares e das alterações endócrinas. A análise da composição corporal pode ser feita por um profissional da área da saúde através de vários métodos, como, por exemplo, a bioimpedância. Mulheres devem manter uma percentual de gordura fisiológico aproximado de 18 a 28% e nos homens de 10 a 20% (em ambos os sexos pode variar com a idade do indivíduo). Ressalto ainda a importância da análise da massa muscular esquelética que deve estar nos limites da normalidades, evitando assim um quadro de sarcopenia (perda da massa muscular) que normalmente acomete os indivíduos com mais de 50 anos.

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