Ubajara Notícias

Hora de remontar

Corrêa, símbolo de três anos de luta por acesso, chega ao fim do seu ciclo ( FOTO: THIAGO GADELHA )

A eliminação do Fortaleza da Série C do Brasileiro traz prejuízos de toda ordem à instituição, como ficar parada desde agora até o início da temporada de 2017. Serão mais de 80 dias sem receita de bilheteria, apenas patrocinadores e sócios-torcedores.

O fim precoce da participação do Leão na Série C também deixa um problema a resolver: fazer a rescisão de contrato de todos os jogadores cujo contrato fica encerrado neste final de ano.

Reformular tudo e planejar para 2017 serão metas da diretoria, que nem sabe se permanecerá, visto que haverá eleições presidenciais no final de 2016.

Debandada geral

De 34 jogadores que fazem parte do elenco, apenas seis deles devem permanecer. O restante será liberado, pois seus contratos foram feitos apenas até novembro deste ano, no final da competição.

Nomes que eram uma marca na luta pelo acesso à Série B como o volante Corrêa, o zagueiro Lima e até o goleiro Ricardo Berna devem afivelar as malas ainda esta semana.

Permanecerão para 2017, pelo menos no tocante à duração de contrato, os seguintes jogadores: Bruno Melo e Bruninho, ambos laterais-esquerdos. O primeiro é das categorias de base do clube, enquanto o segundo tem vínculo até maio de 2017. Vale lembrar que pouco atuaram no ano de 2016. O meio-campista Natan, que vinha atuando pela Taça Fares Lopes, também tem contrato até maio com o Leão.

O meia Patuta, irmão de Daniel Sobralense, foi contratado por dois anos e ficará até final de 2017, para tentar mostrar seu futebol no elenco principal.

Revelação controversa

O quinto jogador com contrato até o ano de 2017 é uma das revelações do time, o volante e lateral Felipe. Contratado junto ao Maranguape, o jogador se destacou em vários jogos, especialmente na Copa do Brasil, quando marcou gol em cima do Flamengo. Entretanto, nos jogos da reta final da Série C, alternou bons e maus momentos.

Há mais dois atletas das categorias de base do Leão que ficarão sem vínculo ainda este ano, como são os casos do zagueiro Max Oliveira e do goleiro Erivelton. O sexto atleta com quem o Fortaleza pode contar no ano que vem é o meia-atacante Maranhão. Sendo um dos principais jogadores do elenco em 2015, este ano, Maranhão não deslanchou e estava escondido na Taça Fares Lopes.

“A gente fala nas ruas e em todo lugar de como lutamos e a bola não entra, mesmo com várias oportunidades criadas. Foi mais um ano assim”, disse o zagueiro Lima, que estava no clube desde 2014, sendo bicampeão estadual, mas sem o acesso à Série B do Brasileiro.

A diretoria atual deve chamar jogador por jogador e começar a fazer os acordos com os que tiverem pressa para ir embora. Os que não aceitarem, terão que esperar novembro chegar.

Borderô

O pagamento para as rescisões de contrato virá, em grande parte, da cota a que o Fortaleza fez direito do jogo contra o Juventude, quando houve empate em 1 a 1, na Arena Castelão. Da renda de R$ 2.356.087,00, o Leão ficou com a cota de R$ 1. 583.585,34, entretanto, o clube teve desconto na Justiça e a cota caiu para R$ 1.346.047,54. Jogar na Arena Castelão é bem dispendioso para o clube, visto que o total de despesas foi de R$ 772.501,66. O público foi de 63.903, incluídos aí 1000 cortesias que entram como pagantes.

Diário do Nordeste