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Alunos ocupam 1ª escola em SP contra a reforma do ensino médio

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Um grupo de estudantes ocupa desde a noite desta sexta-feira (7) a Escola Estadual Caetano de Campos, no bairro da Consolação, região central de São Paulo. Trata-se da primeira escola da capital paulista a ser ocupada por alunos que são contra a reforma do ensino médio, proposta pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB).

Outras dezenas de escolas já estão ocupadas pelo país em protesto contra as propostas do governo Termer para o ensino. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Militar (PM), cerca de 40 alunos ocupavam o local até às 7h deste sábado (8) e não têm intenção de sair. Segundo a corporação, eles reivindicam melhorias no ensino e combate à corrupção.

Os estudantes também divulgaram vídeos nas redes sociais convocando pessoas a participarem da invasão. Ainda segundo a PM, os alunos pularam os portões da escola, na Rua João Guimarães Rosa, por volta das 23h.

A PM informou que a vice-diretora da escola registrará queixa de “invasão de propriedade” na segunda-feira (10) no 4º Distrito Policial (DP), na Consolação.

Policiais militares acompanham do lado de fora da escola a movimentação dos alunos que ocupam o local. Segundo a corporação, a ocupação segue pacífica.

Os policiais disseram que que não podem intervir na escola sem uma autorização judicial de reintegração de posse.

Apesar de ser a primeira ocupação em São Paulo, dezenas de escolas já estão ocupadas pelo país. Ao menos um outro colégio estadual paulista está ocupado, em Sorocaba, no interior do Estado. No Paraná, já são mais de 50, e há colégios ocupados também no Distrito Federal e em Belo Horizonte.

Desde o início, a reforma do ensino médio tem sido alvo de polêmicas. O governo federal decidiu fazer a reforma por meio de uma Medida Provisória, não um Projeto de Lei, o que foi criticado por especialistas. O projeto apresentado também despertou diversas dúvidas.

A reforma foi anunciada em 22 de setembro. Menos de uma semana depois, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação que visa suspendê-la e derrubá-la. No dia seguinte, o ministro Edson Fachin pediu explicações ao governo Temer sobre a MP.

G1