Ubajara Notícias

Inquérito segue para a Justiça

‘Zé’ foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, estupro de vulnerável e ocultação de cadáver

O inquérito que investigou a morte da menina Rakelly Matias Alves, de oito anos, foi concluído pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e remetido à Justiça, ontem. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o réu confesso do crime, José Leonardo Vasconcelos Gracindo, 33, o ‘Zé’, foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, estupro de vulnerável e ocultação de cadáver.

No último dia 25, José Leonardo foi transferido para o Sistema Penitenciário do Estado, para que fossem diminuídos os riscos de que os detentos causassem danos à sua integridade física. Segundo a SSPDS, a DHPP solicitou à Perícia Forense do Ceará (Pefoce) a indicação de um perito para a realização de uma reconstituição do crime.

Em nota, a Pasta explica que a simulação é uma forma de contribuir para “inserir ou descartar a participação de uma segunda pessoa na morte de Rakelly”. Neste primeiro momento apenas José Leonardo foi indiciado. Porém, a Divisão de Homicídios também solicitou à Pefoce a realização de exames de DNA.

Foram colhidos materiais genéticos da esposa e do irmão do acusado para que sejam confrontados com os que foram encontrados no corpo de Rakelly. Somente com negativa desses exames poderá ser totalmente descartada a participação deles na ocultação do cadáver, conforme um investigador que trabalha no caso, mas não quis se identificar.

O crime

A menina de oito anos sumiu no último dia 21 de setembro. Depois de passar três dias desaparecido, o corpo de Rakelly Alves foi encontrado no dia 24 de setembro, por policiais da DHPP, dentro de um cacimbão, na localidade de Geraraú, em Itaitinga. O local onde a criança foi achada é próximo à residência onde ela morava. O suspeito do crime era caseiro do sítio.

Durante as investigações, José Leonardo tentou negar que fosse o autor do homicídio, mas diante das provas que foram sendo colhidas acabou confessando. A criança tinha sinais de violência sexual e a Polícia acredita que ela foi violentada antes e depois de ser morta. O corpo da criança foi encontrado nu, com uma mordaça e um saco plástico envolto na cabeça.

No dia seguinte à prisão do caseiro, o sítio em que ele trabalhava foi invadido e destruído pela população, que incendiou uma motocicleta e danificou os imóveis construídos no local. A família de Rakelly demonstrou surpresa e indignação com a descoberta do autor, pois as duas famílias eram amigas.

Diário do Nordeste